COMO CRISTÃOS DEVEM TRATAR HOMOSSEXUAIS?


 

COMO CRISTÃOS DEVEM TRATAR HOMOSSEXUAIS? 

Leandro Lima 

O objetivo deste texto é expressar alguns pontos específicos a respeito de homossexualidade em relação à Bíblia, procurando com isso entender qual deve ser a postura de cristãos ao tratar com pessoas homossexuais. Meu ponto não é discutir quais medidas cristãos podem ou não tomar nos âmbitos jurídicos ou políticos, mas simplesmente como devem se comportar em seu testemunho diário. E, é claro, não espero que esse post tenha o mesmo alcance daquele, devido às circunstâncias do último. 

Em primeiro lugar, quero evocar um conceito bíblico sobre como cristãos devem se postar “com os de fora” de uma forma geral. Paulo disse: "A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um” (Cl 4.6). Infelizmente, muitos cristãos com seu estilo bélico e intempestivo, têm falhado em seguir essa recomendação do Apóstolo Paulo, e assim, em nada contribuem para o avanço do Evangelho, ou para a glória de Cristo. Ofensas e truculência não abrem o caminho para o bom pastor. 

Porém, tendo dito isso, é preciso reafirmar um conceito básico: pessoas que creem na Bíblia não têm como aprovar o homossexualismo, ou dizer que é algo normal. A Bíblia não permite isso. As palavras do mesmo Apóstolo Paulo, sobre o significado e motivos da prática homossexual em Romanos 1, são límpidas: “Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro” (Rm 1.26-27). Portanto, não é questão de “opinião pessoal” ou de "preconceito". É uma pura e simples questão de “crer ou não crer” na Bíblia. Cristãos que creem na Bíblia não são necessariamente preconceituosos com os homossexuais, eles simplesmente creem na Bíblia, e têm o direito de crer, ou então, não existe mais “direito". 

Uma das coisas que Paulo está dizendo no referido texto é que quando homens e mulheres se inflamam por pessoas do mesmo sexo estão fazendo algo “contrário à natureza”. É interessante que o argumento de Paulo, nesse ponto, não se baseia apenas em “fé”, mas também nos aspectos naturais. O relacionamento homossexual, segundo o Apóstolo Paulo, é contrário à natureza. Podemos levantar pelo menos dois motivos: anatomicamente ele é impróprio, pois a natureza da criação estabeleceu homem e mulher para o relacionamento sexual. E, em segundo lugar, por causa da procriação. Dois homens (ou duas mulheres) não conseguem gerar uma vida. Sempre precisarão de alguma pessoa do sexo oposto para continuar a espécie. Provavelmente, até Charles Darwin concordaria com isso… 

Além disso, cristãos precisam entender que o comportamento homossexual, segundo o Novo Testamento, é considerado pecaminoso, e não apenas isso, pois segundo o texto, a prática em si já é um ato divino de punição. A negação da existência de Deus ou a idolatria são as causas disso. O texto bíblico está dizendo que esse comportamento é um ato divino de julgar os homens, entregando-os à prática do pecado, porque rejeitaram a verdade. Então, segundo as leis naturais a homossexualidade está fadada à extinção pela ausência de procriação, e segundo as leis divinas expressas nas Escrituras, isso é digno de condenação. 

E por isso tudo, nossa postura em relação aos homossexuais deve ser de misericórdia. Não devemos ofendê-los, pois o próprio Deus disse que o ato em si já é punição. Nós não precisamos “ajudar" Deus nesse sentido. Antes, devemos ser misericordiosos como o próprio Deus é. Ser misericordioso não significa aceitar a prática ou apoiá-la, antes significa amorosamente testemunhar da graça salvadora de Nosso Senhor Jesus, e, ao exemplo dele, aguentar os insultos, "não pagando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo” (1Pe 3.9). Sempre que defendermos o ponto de vista bíblico, teremos que ouvir insultos contra a Bíblia e contra nós mesmos. Mesmo assim, devemos desejar ansiosamente que Deus salve alguns, e os transforme, pois pecadores somos todos, e, segundo a fé cristã, os homossexuais não são uma classe especial de pecadores nesse sentido, pois a salvação é a mesma para eles e para todos: o Cristo crucificado que precisa ser recebido através do arrependimento e da fé. Homossexuais podem ser salvos de acordo com a Bíblia, quando se arrependem e mudam de vida do mesmo modo que qualquer outro pecador deve fazer. 

Finalmente, cristãos devem estar atentos às suas próprias vidas e à batalha espiritual que os cerca. Não vemos no Novo Testamento, Jesus ou os Apóstolos ameaçando os incrédulos com palavras tão duras quanto as que eles usam para os que se dizem crentes, mas não vivem como crentes. Quando Jesus pregou e realizou sinais nas cidades de Cafarnaum, Corazim e Betsaida, a reação de incredulidade das pessoas foi considerada por Cristo como algo pior do que o pecado de Sodoma: "Digo-vos, porém, que menos rigor haverá, no Dia do Juízo, para com a terra de Sodoma do que para contigo” (Mt 11.24). Isso pode significar que os Estados Unidos hoje se tornaram um lugar pior, aos olhos de Deus, do que Sodoma e Gomorra. E o Brasil não é um lugar melhor… Porém, cada cristão, nos Estados Unidos ou no Brasil, deve seguir seu caminho de fé e testemunho, mesmo vendo o mundo se desmanchando à sua volta. Isso é possível se essa fé estiver edificada sobre a rocha (Mt 7.25-25).

 A expectativa do fim não nos leva à inatividade. A certeza de que Deus governa a história e regula os próprios atos dos ímpios não nos faz cruzar os braços de forma fatalista. Fé e fatalismo não coadunam. Mas, não podemos esquecer que a nossa luta não é contra a carne e o sangue, e sim contra os “dominadores desse mundo tenebroso” (Ef 6.12). Apesar disso, nossa vitória é certa, pois que em Cristo já somos “mais do que vencedores” (Rm 8.37), ainda que no sofrimento e no martírio. Não esqueçamos, portanto, de quem é nosso verdadeiro inimigo, e de onde está a nossa vitória.

Este artigo não é de autoria própria.

O conteúdo foi escrito por **Leandro Lima** e extraído de material didático do **Instituto Reformado de São Paulo (IRSP)**, utilizado em contexto acadêmico para fins de ensino teológico.

Todos os direitos autorais pertencem ao respectivo autor e à instituição responsável pela publicação original. Este conteúdo está sendo compartilhado com finalidade exclusivamente educativa e edificativa.

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 Kleiton Fonseca
Instituto de Teologia John Wycliffe — Pesquisador
São Bernardo do Campo – São Paulo, Brasil
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