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Capítulo 9 — Marcela de Roma: Erudição Bíblica e Vida Ascética sem Exercer o Ofício Pastora

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Grandes Mulheres da Igreja: Fé, Sabedoria e Serviço sem Exercer o Ofício Pastoral Capítulo 9 — Marcela de Roma: Erudição Bíblica e Vida Ascética sem Exercer o Ofício Pastora Por Kleiton Fonseca Instituto de Teologia Reformada John Wycliffe 1. Introdução Quando Jerônimo de Estridão, tradutor da Vulgata e o mais erudito dos exegetas latinos do século IV, precisou escolher a quem dedicaria suas cartas mais técnicas sobre hebraico bíblico, etimologia dos nomes divinos e problemas textuais das Escrituras, não escolheu um colega monge, nem um bispo, nem um dos muitos clérigos que circulavam por Roma. Escolheu Marcela, uma viúva aristocrata que dirigia, em sua própria casa no monte Aventino, um círculo de mulheres dedicadas ao estudo sério das línguas bíblicas e da exegese — décadas antes mesmo de Jerônimo chegar a Roma. Das cartas de Jerônimo que sobreviveram até hoje, uma proporção notável tem Marcela como destinatária, tratando-a, em linguagem que ele próprio emprega, como mestra "no ...

Grandes Mulheres da Igreja: Fé, Sabedoria e Serviço sem Reivindicar o Pastorado/ Artigo 01 Uma Pergunta que a História Também Precisa Responder

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⬅ Artigo Anterior 📚 Índice da Série Próximo Artigo ➜   Grandes Mulheres da Igreja: Fé, Sabedoria e Serviço sem Reivindicar o Pastorado Artigo 1 — Uma Pergunta que a História Também Precisa Responder Por Kleiton Fonseca- 🔗 ORCID : https://orcid.org/0009-0006-3665-5924   Instituto de Teologia Reformada John Wycliffe Ao longo da história da redenção, Deus levantou mulheres extraordinárias. Débora julgou Israel em dias de crise. Ana profetizou sobre o Messias recém-nascido. Priscila instruiu com precisão teológica um pregador já talentoso. Febe serviu como diaconisa e levou aos romanos a carta mais densa do Novo Testamento. Perpétua enfrentou a arena antes de negar a Cristo. Macrina discipulou seu próprio irmão, um dos maiores teólogos do século IV. Mônica perseverou em oração por décadas até ver o filho convertido. A lista poderia continuar por páginas. Esta série nasce da convicção de que essas mulheres merecem ser conhecidas — não como figuras secundá...

O Perigo de "Saber" Sem Ler: Uma Crítica Pastoral à Geração dos Cinco Minutos

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  O Perigo de "Saber" Sem Ler: Uma Crítica Pastoral à Geração dos Cinco Minutos Por Kleiton Fonseca Introdução: o impulso que substituiu a paciência Há um tipo de ignorância que é inofensiva, porque sabe que é ignorância. E há outro tipo, muito mais perigoso, que se veste de conhecimento. É a esse segundo tipo que Salomão se referia quando escreveu: "O caminho do tolo é reto aos seus olhos, mas o que dá ouvidos ao conselho é sábio" (Provérbios 12:15). O tolo bíblico não é, em primeiro lugar, alguém de baixa inteligência. É alguém que confia demais na sua própria impressão e de menos na instrução que vem de fora de si mesmo — seja ela a instrução de um mestre, de um livro ou, em última instância, da própria Escritura. Vivemos hoje uma curiosa inversão epistemológica. Pessoas constroem convicções teológicas inteiras a partir de vídeos de cinco minutos, recortes de áudio e memes doutrinários, e a partir dali sentem-se aptas a sentenciar sistemas inteiros do p...

A PRIORIDADE DO LÍDER ECLESIÁSTICO

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  A PRIORIDADE DO LÍDER ECLESIÁSTICO LEANDRO LIMA 2Timóteo 2.14-26 Introdução Nossa relevância diante do mundo depende grandemente da concentração da nossa força naquilo que realmente importa. Temos uma tarefa urgente para realizar e não podemos perder tempo. Por isso, precisamos saber escolher as batalhas.   Nem todas as guerras podem ser guerreadas. Ninguém consegue atender várias frentes de combate ao mesmo tempo. Por isso, escolher as batalhas é uma boa tática de guerra. O fato é que muitos cristãos são excessivamente belicosos . Eles estão sempre atirando para todo lado e nunca têm um alvo bem definido. Se tornam excessivamente pessimistas e críticos de tudo. Há um risco muito grande quando nos tornamos excessivamente críticos, pois sem perceber, podemos adotar uma postura de crítica em relação ao próprio Deus.   O maior risco quando nos tornamos excessivamente belicosos é justamente de gastar muito tempo em batalhas desnecessárias e, deixar de lado, aquilo que realm...