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SETEMBRO AMARELO — A DOR QUE NINGUÉM VÊ /ARTIGO 06 — QUANDO A AUSÊNCIA TAMBÉM MACHUCA

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  SETEMBRO AMARELO — A DOR QUE NINGUÉM VÊ ARTIGO 06 — QUANDO A AUSÊNCIA TAMBÉM MACHUCA “Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido.” — Salmo 34.18 Há dores que começam no momento em que alguém vai embora. Outras começam quando recebemos uma notícia que muda completamente a nossa vida. Há perdas que acontecem de repente e outras que vão acontecendo aos poucos, até que percebemos que aquilo que fazia parte da nossa vida já não está mais ali. Perdemos pessoas que amamos, relacionamentos, amizades, sonhos, oportunidades, empregos, saúde, segurança e tantas outras coisas que, de alguma maneira, davam sentido à nossa caminhada. E algumas dessas perdas deixam uma ausência que ninguém consegue preencher. O problema é que nem sempre as pessoas ao nosso redor entendem isso. Às vezes, depois de alguns dias, elas esperam que voltemos à rotina como se nada tivesse acontecido. A vida continua, as responsabilidades continuam, as pessoas continuam co...

SETEMBRO AMARELO — A DOR QUE NINGUÉM VÊ / ARTIGO 05 — QUANDO O CORAÇÃO NÃO CONSEGUE DESCANSAR

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  SETEMBRO AMARELO — A DOR QUE NINGUÉM VÊ ARTIGO 05 — QUANDO O CORAÇÃO NÃO CONSEGUE DESCANSAR “Em me vindo o temor, hei de confiar em ti.” — Salmo 56.3 Existem dias em que o corpo está presente, mas a mente parece estar em outro lugar. A pessoa está sentada, trabalhando, conversando com alguém ou tentando dormir, mas seus pensamentos não param. Ela pensa no que aconteceu, no que pode acontecer, no que deveria ter feito, no que talvez dê errado amanhã. Algumas vezes, nem existe um problema concreto acontecendo naquele momento, mas dentro dela existe uma sensação constante de que alguma coisa ruim está prestes a acontecer. Por fora, talvez ninguém perceba. Ela continua cumprindo suas tarefas. Responde às mensagens. Vai ao trabalho. Frequenta a igreja. Conversa com as pessoas. Sorrir quando precisa sorrir. Mas, quando fica sozinha, a mente volta a correr. Esse é um tipo de sofrimento que também faz parte daquilo que chamamos de “a dor que ninguém vê” . Todos nós conhecemos o med...

SETEMBRO AMARELO — A DOR QUE NINGUÉM VÊ/ ARTIGO 04 — QUANDO A SOLIDÃO MORA DENTRO DE UMA MULTIDÃO

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  SETEMBRO AMARELO — A DOR QUE NINGUÉM VÊ ARTIGO 04 — QUANDO A SOLIDÃO MORA DENTRO DE UMA MULTIDÃO “Volta-te para mim e compadece-te de mim, porque estou sozinho e aflito.” — Salmo 25.16 Existe um tipo de dor que quase ninguém percebe. Ela não deixa necessariamente marcas no corpo, não aparece em um exame e muitas vezes não pode ser identificada por aquilo que vemos exteriormente. A pessoa continua trabalhando, estudando, conversando, sorrindo, frequentando a igreja e cumprindo suas responsabilidades, mas existe dentro dela uma sensação difícil de explicar: a sensação de estar sozinha. E talvez uma das coisas mais dolorosas seja descobrir que é possível estar cercado de pessoas e, ainda assim, sentir-se completamente só. Vivemos em uma época em que nunca foi tão fácil falar com alguém. Temos mensagens instantâneas, redes sociais, grupos, chamadas de vídeo e inúmeras possibilidades de contato. Podemos conversar com alguém que está do outro lado do mundo em poucos segundos. Mas, ...

🌻 SETEMBRO AMARELO — A DOR QUE NINGUÉM VÊ/ 𝗔𝗥𝗧𝗜𝗚𝗢 𝟬𝟯 — 𝗗𝗘𝗣𝗥𝗘𝗦𝗦Ã𝗢: 𝗤𝗨𝗔𝗡𝗗𝗢 𝗔 𝗗𝗢𝗥 𝗗𝗘𝗜𝗫𝗔 𝗗𝗘 𝗦𝗘𝗥 𝗔𝗣𝗘𝗡𝗔𝗦 𝗧𝗥𝗜𝗦𝗧𝗘𝗭𝗔

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  𝗔𝗥𝗧𝗜𝗚𝗢 𝟬𝟯 — 𝗗𝗘𝗣𝗥𝗘𝗦𝗦Ã𝗢: 𝗤𝗨𝗔𝗡𝗗𝗢 𝗔 𝗗𝗢𝗥 𝗗𝗘𝗜𝗫𝗔 𝗗𝗘 𝗦𝗘𝗥 𝗔𝗣𝗘𝗡𝗔𝗦 𝗧𝗥𝗜𝗦𝗧𝗘𝗭𝗔 “Por que estás abatida, ó minha alma? E por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus...” — Salmo 42.5 Há uma diferença entre estar triste e viver uma tristeza que parece não passar. Todos nós atravessamos momentos difíceis. Perdemos pessoas que amamos, enfrentamos problemas financeiros, conflitos familiares, frustrações, enfermidades e tantas outras situações que podem nos fazer chorar. A tristeza faz parte da experiência humana. Entretanto, existem momentos em que aquilo que começou como tristeza se transforma em algo muito mais profundo e persistente, afetando a maneira como a pessoa pensa, sente, dorme, trabalha, se relaciona e até mesmo enxerga a própria existência. É nesse ponto que precisamos ter cuidado para não tratar a depressão simplesmente como “uma tristeza maior” ou, pior ainda, como uma demonstração de fraqueza espiritual. Dentro da igreja, inf...

Capítulo 9 — Marcela de Roma: Erudição Bíblica e Vida Ascética sem Exercer o Ofício Pastora

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Grandes Mulheres da Igreja: Fé, Sabedoria e Serviço sem Exercer o Ofício Pastoral Capítulo 9 — Marcela de Roma: Erudição Bíblica e Vida Ascética sem Exercer o Ofício Pastora Por Kleiton Fonseca Instituto de Teologia Reformada John Wycliffe 1. Introdução Quando Jerônimo de Estridão, tradutor da Vulgata e o mais erudito dos exegetas latinos do século IV, precisou escolher a quem dedicaria suas cartas mais técnicas sobre hebraico bíblico, etimologia dos nomes divinos e problemas textuais das Escrituras, não escolheu um colega monge, nem um bispo, nem um dos muitos clérigos que circulavam por Roma. Escolheu Marcela, uma viúva aristocrata que dirigia, em sua própria casa no monte Aventino, um círculo de mulheres dedicadas ao estudo sério das línguas bíblicas e da exegese — décadas antes mesmo de Jerônimo chegar a Roma. Das cartas de Jerônimo que sobreviveram até hoje, uma proporção notável tem Marcela como destinatária, tratando-a, em linguagem que ele próprio emprega, como mestra "no ...

🌻 SETEMBRO AMARELO — A DOR QUE NINGUÉM VÊ / ARTIGO 02 — Tristeza não é falta de fé: quando o coração sofre

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  ARTIGO 02 — Tristeza não é falta de fé: quando o coração sofre “𝗣𝗼𝗿 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘀𝘁á𝘀 𝗮𝗯𝗮𝘁𝗶𝗱𝗮, ó 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗮𝗹𝗺𝗮? 𝗘 𝗽𝗼𝗿 𝗾𝘂𝗲 𝘁𝗲 𝗽𝗲𝗿𝘁𝘂𝗿𝗯𝗮𝘀 𝗱𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝗺𝗶𝗺? 𝗘𝘀𝗽𝗲𝗿𝗮 𝗲𝗺 𝗗𝗲𝘂𝘀...” — 𝗦𝗮𝗹𝗺𝗼 𝟰𝟮.𝟱 Existe uma frase que, embora muitas vezes seja dita com boa intenção, pode produzir uma ferida ainda maior em quem já está sofrendo: “Você precisa ter mais fé”. Em determinados contextos, essa frase pode até carregar uma verdade importante  afinal, o cristão é chamado a confiar em Deus, mas o problema está em transformar a fé em uma espécie de antídoto contra toda tristeza. Como se um cristão verdadeiro não pudesse chorar, sentir-se abatido, experimentar angústia ou atravessar períodos de profunda tristeza. Quando fazemos isso, acabamos criando uma espiritualidade na qual as pessoas aprendem a esconder aquilo que realmente sentem. Sorriem na igreja, dizem que está tudo bem, levantam as mãos, cantam os hinos, cumprimentam os irmãos e...