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🌻 SETEMBRO AMARELO — A DOR QUE NINGUÉM VÊ / ARTIGO 10 — “COMO EU CHEGUEI ATÉ AQUI?”

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  🌻 SETEMBRO AMARELO — A DOR QUE NINGUÉM VÊ ARTIGO 10 — “COMO EU CHEGUEI ATÉ AQUI?” Quando você sabe o que é certo, mas percebe que não consegue mais encontrar o caminho de volta Meu irmão, talvez uma das perguntas mais difíceis que alguém possa fazer para si mesmo seja: “Como eu cheguei até aqui?” Não estou falando apenas de chegar a um lugar físico, mas de olhar para a própria vida e perceber que você está muito distante da pessoa que um dia imaginou que seria. Existem momentos em que olhamos para nossas escolhas, para nossos relacionamentos, para nossos vícios, para aquilo que perdemos e para as consequências dos nossos próprios caminhos e simplesmente não conseguimos compreender em que momento tudo começou a desmoronar. Eu conheço essa pergunta porque um dia precisei fazê-la para mim mesmo. Houve um período muito difícil da minha vida em que eu já havia perdido a esperança de viver e também havia perdido, de alguma maneira, a razão pela qual eu existia. Certa manhã, por ...

🌻 SETEMBRO AMARELO — A DOR QUE NINGUÉM VÊ / ARTIGO 08 — QUANDO A DOR PROCURA UMA SAÍDA Automutilação: quando as marcas do corpo revelam uma dor que ninguém vê

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  🌻 SETEMBRO AMARELO — A DOR QUE NINGUÉM VÊ ARTIGO 08 — QUANDO A DOR PROCURA UMA SAÍDA Automutilação: quando as marcas do corpo revelam uma dor que ninguém vê “Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido.” Salmo 34.18 Foi em meio a 2017 que tive minha atenção chamada para algo que, como pastor de igreja e, para ser sincero, também como cristão, eu ainda não havia observado com a devida atenção. Foi naquele período em que uma série de jogos e desafios relacionados à chamada “Baleia Azul” ganhou grande repercussão, e comecei a perceber uma realidade que me chamou profundamente a atenção: vários jovens estavam sendo levados a comportamentos de risco, atentando contra a própria vida e, algo que para mim foi ainda mais doloroso, praticando a automutilação. Essa realidade me afetou de tal maneira que começamos a ter contato e a acompanhar algumas pessoas que descobrimos estar praticando esse tipo de ato. Isso acabou despertando em mim al...

SETEMBRO AMARELO — A DOR QUE NINGUÉM VÊ / ARTIGO 07 — QUANDO O SORRISO ESCONDE UMA DOR

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  SETEMBRO AMARELO — A DOR QUE NINGUÉM VÊ ARTIGO 07 — QUANDO O SORRISO ESCONDE UMA DOR “O coração conhece a sua própria amargura.” — Provérbios 14.10 Há uma cena no Antigo Testamento que sempre merece nossa atenção quando pensamos na dor que permanece escondida. Em 2 Reis 4, encontramos uma mulher sunamita que havia recebido de Deus o filho que tanto desejava. Entretanto, aquele menino adoeceu repentinamente e morreu nos braços de sua mãe. O que chama atenção não é apenas a tragédia, mas também a maneira como ela respondeu quando foi questionada. Ao marido, quando este percebe que algo não estava bem, ela responde: “Tudo vai bem” . Mais tarde, quando Geazi pergunta se ela estava bem, ela novamente responde: “Tudo vai bem” (2Rs 4.23–26). Mas nós sabemos que não estava. Havia uma mãe atravessando uma das maiores dores que alguém poderia experimentar, enquanto suas palavras, naquele momento, escondiam aquilo que seu coração carregava. Essa história nos ajuda a compreender algo mui...

SETEMBRO AMARELO — A DOR QUE NINGUÉM VÊ / ARTIGO 05 — QUANDO O CORAÇÃO NÃO CONSEGUE DESCANSAR

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  SETEMBRO AMARELO — A DOR QUE NINGUÉM VÊ ARTIGO 05 — QUANDO O CORAÇÃO NÃO CONSEGUE DESCANSAR “Em me vindo o temor, hei de confiar em ti.” — Salmo 56.3 Existem dias em que o corpo está presente, mas a mente parece estar em outro lugar. A pessoa está sentada, trabalhando, conversando com alguém ou tentando dormir, mas seus pensamentos não param. Ela pensa no que aconteceu, no que pode acontecer, no que deveria ter feito, no que talvez dê errado amanhã. Algumas vezes, nem existe um problema concreto acontecendo naquele momento, mas dentro dela existe uma sensação constante de que alguma coisa ruim está prestes a acontecer. Por fora, talvez ninguém perceba. Ela continua cumprindo suas tarefas. Responde às mensagens. Vai ao trabalho. Frequenta a igreja. Conversa com as pessoas. Sorrir quando precisa sorrir. Mas, quando fica sozinha, a mente volta a correr. Esse é um tipo de sofrimento que também faz parte daquilo que chamamos de “a dor que ninguém vê” . Todos nós conhecemos o med...

Capítulo 9 — Marcela de Roma: Erudição Bíblica e Vida Ascética sem Exercer o Ofício Pastora

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Grandes Mulheres da Igreja: Fé, Sabedoria e Serviço sem Exercer o Ofício Pastoral Capítulo 9 — Marcela de Roma: Erudição Bíblica e Vida Ascética sem Exercer o Ofício Pastora Por Kleiton Fonseca Instituto de Teologia Reformada John Wycliffe 1. Introdução Quando Jerônimo de Estridão, tradutor da Vulgata e o mais erudito dos exegetas latinos do século IV, precisou escolher a quem dedicaria suas cartas mais técnicas sobre hebraico bíblico, etimologia dos nomes divinos e problemas textuais das Escrituras, não escolheu um colega monge, nem um bispo, nem um dos muitos clérigos que circulavam por Roma. Escolheu Marcela, uma viúva aristocrata que dirigia, em sua própria casa no monte Aventino, um círculo de mulheres dedicadas ao estudo sério das línguas bíblicas e da exegese — décadas antes mesmo de Jerônimo chegar a Roma. Das cartas de Jerônimo que sobreviveram até hoje, uma proporção notável tem Marcela como destinatária, tratando-a, em linguagem que ele próprio emprega, como mestra "no ...