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O Lado Ateu dos Cristãos Contemporâneos

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  O Lado Ateu dos Cristãos Contemporâneos Quando a profissão de fé é contradita pelas obras Por Kleiton Fonseca Existe uma forma de ateísmo que não precisa de manifesto, não escreve livros, não organiza debates públicos e jamais ocuparia um púlpito para negar a existência de Deus. Ela não se declara. Ela simplesmente vive. E, com frequência, vive dentro da igreja. Quando ouvimos a palavra ateísmo , o reflexo natural é pensar em alguém que afirma, com todas as letras, que Deus não existe — o cético declarado, o filósofo naturalista, o crítico da religião. Mas as Escrituras descrevem uma realidade mais inquietante e mais próxima de nós. O Salmo 14 não começa denunciando um sistema filosófico. Começa apontando para o coração: "Diz o insensato no seu coração: Não há Deus" (Sl 14.1). E o apóstolo Paulo, escrevendo a Tito sobre falsos mestres dentro da comunidade cristã, formula uma acusação ainda mais desconcertante: "Professam conhecer a Deus, mas negam-no por suas obras...

Você sabe por que crê no que crê

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  Você sabe por que crê no que crê  O problema de uma fé não examinada Por KLEITON FONSECA Vivemos numa época estranhamente paradoxal. Nunca se falou tanto em fé, em espiritualidade, em experiências religiosas — e, ao mesmo tempo, raramente se perguntou tão pouco por que se crê no que se crê. As redes sociais multiplicam opiniões instantâneas sobre Deus, sobre a Bíblia, sobre o sentido da existência, mas essas opiniões raramente nascem de reflexão sustentada. Formam-se e dissolvem-se com a mesma velocidade de uma postagem que desce na tela. Nesse ambiente, é possível — e, infelizmente, comum — que um cristão viva décadas de vida religiosa sem jamais ter parado para examinar os fundamentos daquilo que professa. Grande parte da fé que se observa hoje nos bancos das igrejas é uma fé herdada, não uma fé apropriada. É a fé dos pais, da cultura familiar, do ambiente religioso em que a pessoa foi criada. Não há nada de errado, em si mesmo, em receber a fé por meio de uma tradição...

“Foi pelo Senhor”: Quando o Serviço Religioso se Torna um Suicídio Espiritual, Familiar e Emocional

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INSTITUTO DE TEOLOGIA REFORMADA JOHN WYCLIFFE “Foi pelo Senhor”: Quando o Serviço Religioso se Torna um Suicídio Espiritual, Familiar e Emocional Uma investigação bíblica, exegética, histórica e pastoral de Mateus 7.21–23 , analisando os perigos do ativismo religioso dissociado da comunhão com Deus e de suas implicações para a vida espiritual, familiar e ministerial à luz da ética das Escrituras e da tradição reformada confessional. Kleiton Fonseca Recebido: julho de 2026 Publicado: julho de 2026 DOI:  https://doi.org/10.5281/zenodo.21630401 ORCID:  https://orcid.org/0009-0006-3665-5924 São Bernardo do Campo – SP 2026 Introdução Há uma cena, no final do Sermão do Monte, que deveria perturbar o sono de todo aquele que serve a Cristo. Multidões se apresentam diante do Juiz. Não são incrédulos confessos, nem blasfemos, nem hipócritas de má-fé consciente. São pessoas religiosas, ativas, produtivas. Profetizaram em nome de Cristo. Expulsaram demônios em nome de Cristo. Fizeram mu...