Capítulo 1 — Priscila: Uma das Maiores Colaboradoras do Novo Testamento sem Exercer o Ofício Pastoral
Grandes Mulheres da Igreja: Fé, Sabedoria e Serviço sem Exercer o Ofício Pastoral
Capítulo 1 — Priscila: Uma das Maiores Colaboradoras do Novo Testamento sem Exercer o Ofício Pastoral
Por Kleiton Fonseca-🔗 ORCID: https://orcid.org/0009-0006-3665-5924
Instituto de Teologia Reformada John Wycliffe
1. Introdução
Poucas figuras do Novo Testamento despertam tanto interesse quanto Priscila. Mencionada seis vezes no Novo Testamento, um número significativo para uma colaboradora cristã do período apostólico, ela aparece sempre ao lado do marido, Áquila, e, na maior parte das vezes, seu nome vem primeiro. Foi ela quem, junto com Áquila, tomou o eloquente pregador Apolo e lhe expôs "com mais precisão o caminho de Deus" (At 18.26). Por essa razão, Priscila é hoje uma das personagens mais citadas no debate sobre a ordenação feminina: para muitos, o episódio de Atos 18 seria evidência de que uma mulher já exercia, na Igreja Apostólica, uma função de ensino que alguns entendem ser compatível com o exercício do presbiterato.
É exatamente por ocupar esse lugar central no debate contemporâneo que Priscila é a personagem ideal para abrir esta série. Se há um caso-teste que precisa ser examinado com o máximo rigor exegético e histórico, é o dela. Este capítulo não pretende diminuir sua importância — ao contrário, pretende demonstrá-la em toda a sua extensão —, mas também não pretende atribuir-lhe um título que os próprios textos que a mencionam nunca lhe atribuem.
2. O Contexto Histórico
Roma sob Cláudio e a expulsão dos judeus
Priscila e Áquila entram na narrativa de Atos no momento em que chegam a Corinto, "vindos há pouco da Itália, porque Cláudio ordenara que todos os judeus saíssem de Roma" (At 18.2). O historiador romano Suetônio registra, em sua biografia de Cláudio, que o imperador expulsou os judeus de Roma porque eles promoviam tumultos constantes "por instigação de Chresto" — um nome que a maioria dos estudiosos identifica como uma forma latinizada de "Christus", sugerindo que a origem do distúrbio foram as disputas entre judeus a respeito de Jesus como Messias. O evento é geralmente datado do ano 49 d.C. e é atestado por Suetônio, sendo posteriormente mencionado por Paulo Orósio. Esses testemunhos, em conjunto com o relato de Atos 18, fornecem uma base cronológica consistente para situar historicamente a chegada de Priscila e Áquila a Corinto..
Corinto e o ofício de fabricante de tendas
Expulsos de Roma, Priscila e Áquila se estabelecem em Corinto, importante centro comercial e portuário do Peloponeso, onde exercem o ofício de skenopoioi — fabricantes de tendas ou, mais amplamente, artesãos do couro e de tecidos usados em toldos e abrigos. É esse ofício comum que os aproxima de Paulo, também tentmaker de formação rabínica, e que explica por que o apóstolo "ficou com eles, e trabalhavam juntos" (At 18.3). O casal já parece ser cristão quando encontra Paulo — o texto não menciona conversão nesse momento —, o que sugere que ambos já traziam a fé de Roma, talvez formados numa das primeiras comunidades cristãs da capital do império..
Éfeso e as igrejas domésticas
De Corinto, o casal acompanha Paulo até Éfeso (At 18.18-19), onde permanece enquanto o apóstolo prossegue viagem. É em Éfeso que ocorre o episódio central deste capítulo: o encontro com Apolo. Mais tarde, o casal volta a aparecer associado a Éfeso em 1 Coríntios 16.19 e novamente em 2 Timóteo 4.19, hospedando, em ambos os momentos, uma igreja em sua própria casa. As igrejas domésticas (em grego, kat’ oikon ekklesia) eram a forma normal de organização cristã antes da existência de templos próprios: comunidades pequenas reunidas na residência de um membro com espaço e recursos suficientes para hospedar o grupo.Hospedar uma igreja doméstica não era, por si só, um cargo eclesiástico formal, mas exigia recursos materiais, liderança prática e responsabilidade espiritual e administrativa, envolvendo a organização da comunidade, a hospitalidade e, muitas vezes, o apoio ao ensino realizado naquele ambiente.
3. As Referências Bíblicas a Priscila
O casal aparece em seis passagens do Novo Testamento, e vale examiná-las uma a uma, na ordem cronológica dos eventos que narram:
Atos 18.2 — apresenta o casal como recém-chegados a Corinto por causa do edito de Cláudio. Aqui, Áquila é mencionado primeiro, e Priscila é identificada apenas como "sua mulher".
Atos 18.18-19 — narra a viagem do casal com Paulo até Éfeso. Aqui, pela primeira vez, o nome de Priscila (na forma grega Priskilla) precede o de Áquila.
Atos 18.24-26 — o episódio central, no qual o casal instrui Apolo. Novamente Priscila aparece primeiro.
Romanos 16.3-5 — Paulo, escrevendo de Corinto, envia saudações a "Priscila e Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus, os quais pela minha vida arriscaram a própria cabeça" (v. 3-4), e menciona "a igreja que está na sua casa" (v. 5). Priscila aparece primeiro; Paulo os chama de synergoi, "cooperadores" — o mesmo termo usado para Timóteo, Tito e outros colaboradores próximos do apóstolo.
1 Coríntios 16.19 — escrita de Éfeso, esta é uma das duas ocasiões em que Áquila é mencionado antes de Priscila; o texto saúda "as igrejas da Ásia" e depois "Áquila e Priscila, com a igreja que está em sua casa".
2 Timóteo 4.19 — a última menção do casal no cânon, nas palavras finais de Paulo antes de seu martírio: "Saúda a Priscila e a Áquila". Priscila novamente aparece primeiro.
4. Exegese de Atos 18.24-26
Este é o coração do capítulo, e merece atenção cuidadosa ao texto grego. Lucas registra:
"Chegou a Éfeso um judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloquente e poderoso nas Escrituras... Falava ele com ousadia na sinagoga; e, ouvindo-o Priscila e Áquila, tomaram-no consigo e mais precisamente lhe expuseram o caminho de Deus" (At 18.24, 26, ARA, parafraseado).
Alguns pontos exigem exame técnico:
O verbo é plural. "Tomaram" (proselabonto) e "expuseram" (exethento) estão no aoristo do modo indicativo, voz média, na terceira pessoa do plural. O texto grego não isola a ação de Priscila; ele descreve uma ação conjunta do casal. Isso é decisivo: a exegese responsável não pode extrair de um verbo plural uma autoridade doutrinária individual e exclusiva de Priscila, tampouco negar que ela tenha participado ativamente.
O advérbio-chave. O termo traduzido "com mais precisão" é akribesteron, forma comparativa de akribos ("exatamente", "cuidadosamente"). O texto não diz que Apolo estava errado em algo essencial — ele já pregava "com fervor de espírito... a respeito de Jesus", conhecendo "somente o batismo de João" (At 18.25) —, mas que sua compreensão era incompleta, provavelmente quanto ao batismo cristão e à plenitude da obra do Espírito Santo após Pentecostes. O que o casal fez foi complementar, não corrigir um erro doutrinário grave.
Contexto público ou privado? O verbo proslambanomai ("tomar consigo", "levar à parte") sugere um gesto deliberado de aproximação pessoal, distinto da pregação pública que Apolo fazia na sinagoga. A maioria dos comentaristas — entre eles F. F. Bruce, I. Howard Marshall, Craig Keener e Darrell Bock — entende que a instrução ocorreu em ambiente privado, provavelmente na própria casa do casal, e não como um ensino formal dirigido à congregação reunida. Essa é uma inferência textual bem fundamentada, embora Lucas não descreva o cenário com todos os detalhes que gostaríamos de ter.
O papel de cada um. O texto não separa as funções de Priscila e Áquila; ambos "tomaram" e ambos "expuseram". Não há base textual para afirmar que apenas Priscila ensinou, ou que Áquila teve papel secundário. A tentativa de isolar a ação individual de Priscila neste texto — para além do fato de seu nome aparecer primeiro — ultrapassa o que a gramática permite afirmar com segurança.
Diferentes leituras existem. Comentaristas como John Stott entendem que a instrução de Apolo ocorreu em contexto privado e conjugal, preservando a distinção entre esse episódio e o exercício público do ensino oficial da Igreja. Outros estudiosos, especialmente ligados à CBE International, argumentam que o fato de uma mulher participar ativamente da instrução teológica de um pregador já experiente evidencia uma relevante autoridade de ensino que não deveria ser artificialmente restringida. Ambas as leituras concordam, contudo, em um ponto: o texto não emprega para Priscila nenhum título de ofício eclesiástico.
5. Por que o Nome de Priscila Frequentemente Aparece Primeiro?
Das seis menções ao casal, quatro trazem o nome de Priscila antes do de Áquila (At 18.18; 18.26; Rm 16.3; 2Tm 4.19), invertendo o costume da época, no qual o nome do marido normalmente precedia o da esposa. Os estudiosos propõem basicamente três hipóteses, nenhuma delas mutuamente exclusiva:
Status social. Alguns pesquisadores — como os associados ao verbete de Bible Odyssey da Society of Biblical Literature — sugerem que Priscila pertencia a uma família romana de maior prestígio do que Áquila, possivelmente ligada à gente Prisca, ao passo que Áquila, natural do Ponto, poderia ter status social mais modesto, talvez até de liberto.
Maior destaque ministerial. Outros estudiosos entendem que a ordem dos nomes pode refletir a maior proeminência de Priscila no ministério desenvolvido ao lado de Áquila ou o reconhecimento de sua relevância na comunidade cristã. Essa possibilidade é discutida por diversos comentaristas contemporâneos, embora permaneça como ua relevância na comunidade cristã. Essa possibilidade é discutida por diversos comentaristas contemporâneos, embora permaneça como hipótese, não como conclusão demonstrável.
Estilo literário. Uma terceira via, mais cautelosa, é a de comentaristas como Wayne Grudem, que reconhecem o padrão como real, mas consideram impossível determinar com certeza seu significado exato a partir apenas da ordem dos nomes — que pode refletir convenção retórica de Lucas e Paulo, e não necessariamente hierarquia funcional.
É importante notar, com honestidade acadêmica, que nenhuma dessas hipóteses — mesmo a mais favorável a um papel proeminente de Priscila — implica, por si mesma, exercício de ofício pastoral formal. Destaque social, iniciativa ministerial e reconhecimento de talento são categorias diferentes da instituição de um ofício de governo e ensino oficial da Igreja.
6. Priscila Exerceu o Ofício Pastoral?
Para responder com rigor, é necessário distinguir categorias que o debate contemporâneo frequentemente confunde:
- Ensinar: comunicar verdade bíblica a outra pessoa, em contexto formal ou informal.
- Discipular: acompanhar o crescimento espiritual de alguém de modo próximo e continuado.
- Evangelizar: anunciar o evangelho a não crentes.
- Hospedar igrejas: oferecer espaço físico e liderança prática para a comunidade reunida.
- Cooperar na missão: apoiar material, espiritual e logisticamente o trabalho apostólico.
- Exercer o presbiterato: ocupar o ofício formal de ensino autorizado e governo da igreja local, com autoridade de disciplina e doutrina reconhecida pela comunidade (1Tm 3.1-7; Tt 1.5-9).
Priscila, à luz do texto bíblico, exerceu claramente as cinco primeiras categorias. Não há, contudo, nenhuma passagem que a chame de presbítera — entendendo o termo no sentido de ocupante do ofício eclesiástico, e não como simples referência a uma mulher idosa ou à esposa de um presbítero —, bispa (episkopos) ou pastora (poimēn como título formal). Paulo, que em outras cartas lista com precisão as qualificações e o processo de reconhecimento de presbíteros (1Tm 3.1-7; Tt 1.5-9) e trata, em 1 Timóteo 2, da questão do ensino autorizado na assembleia, nunca aplica a Priscila nenhum desses termos técnicos — apesar de conhecê-la pessoalmente, de trabalhar com ela por anos e de escrever sobre ela em pelo menos três ocasiões diferentes.
Esse silêncio, isoladamente, não constitui prova conclusiva — ausência de menção não é, por si só, argumento definitivo em nenhuma direção. Mas ele ganha peso real quando somado a dois outros fatores: primeiro, o fato de que o próprio Novo Testamento possui vocabulário técnico preciso para os ofícios, que Paulo usa sem hesitação quando é o caso (como em Filipenses 1.1, onde saúda especificamente "bispos e diáconos"); segundo, o testemunho unânime da Igreja subsequente, que — como veremos a seguir — também nunca atribuiu a Priscila esse título.
7. O Testemunho da Patrística
Aqui a honestidade histórica exige uma constatação importante: nenhum dos grandes escritores do período dos Padres Apostólicos e Apologistas — Clemente de Roma, Inácio de Antioquia, Policarpo, a Didaquê, Justino Mártir ou Irineu de Lião — comenta diretamente a pessoa de Priscila em suas obras que chegaram até nós. O mesmo vale para Tertuliano, Orígenes e Eusébio de Cesareia: nenhuma das obras preservadas desses autores oferece um comentário exegético direto sobre a pessoa de Priscila ou sobre o episódio de Atos 18.24–26. Não se deve, portanto, atribuir a nenhum desses autores qualquer citação ou opinião sobre Priscila — isso seria fabricar evidência que as fontes simplesmente não contêm.
O que existe, em vez disso, é uma tradição litúrgica e hagiográfica posterior, de natureza diferente da exegese patrística: a Igreja de Roma preservou a memória do casal por meio de um título eclesiástico antigo — o "Titulus Priscae" — e de referências em martirológios que os associam à perseguição neroniana de meados dos anos 60 d.C. As tradições orientais, refletidas nos sinaxários bizantinos, incluem Áquila entre os Setenta Discípulos de Lucas 10 e comemoram o casal como mártires, com Priscila descrita como colaboradora constante de seu marido no trabalho apostólico. É preciso notar, contudo, que essa tradição litúrgica frequentemente confunde a Priscila do Novo Testamento com outra Prisca romana, ligada à família senatorial dos Acílios Glabriões, cujo nome está associado às catacumbas de Priscila na Via Salária — uma sobreposição que os próprios historiadores da Igreja Antiga reconhecem como problemática e que exige cautela redobrada antes de qualquer uso apologético dessas fontes tardias.
A identificação entre a Priscila do Novo Testamento e a Prisca relacionada ao Titulus Priscae permanece objeto de debate entre os historiadores, razão pela qual essa tradição deve ser utilizada com cautela e não como evidência histórica conclusiva.
Em suma: a ausência de comentário exegético direto nas fontes patrísticas propriamente ditas não deve ser preenchida com invenção; e a tradição hagiográfica disponível, embora preserve a memória de Priscila como mártir e colaboradora fiel, não a apresenta em nenhum momento como detentora do ofício presbiteral.
8. A Contribuição de Priscila para a Igreja
A grandeza de Priscila não dependia de um título. Ela foi:
Discipuladora — corrigindo com precisão as lacunas doutrinárias de um pregador já talentoso, sem humilhá-lo publicamente.
Cooperadora missionária — Paulo a chama literalmente de synergos, "cooperadora", o mesmo termo que usa para descrever seus parceiros de ministério mais próximos.
Anfitriã de igreja doméstica — em pelo menos duas cidades diferentes, Corinto e Éfeso, sua casa serviu de espaço de culto e comunhão para a comunidade cristã.
Professora em contexto apropriado — instruindo, junto com o marido, em ambiente privado e pessoal, sem que isso implicasse ocupar o púlpito da sinagoga ou da assembleia como mestra oficial.
Exemplo de fidelidade — arriscando, segundo o testemunho de Paulo, a própria vida por causa do evangelho (Rm 16.4).
9. Lições para a Igreja Contemporânea
Este estudo não pretende diminuir o valor do exemplo de Priscila; pretende situá-lo corretamente. Dele decorrem algumas lições equilibradas:
Mulheres podem exercer influência teológica e espiritual extraordinária, como Priscila exerceu sobre Apolo — um dos pregadores mais talentosos do cristianismo primitivo.
Mulheres podem e devem ensinar em diversos contextos legítimos: no lar, no discipulado pessoal, no ensino a outras mulheres e crianças, e em inúmeras formas de ministério que a própria história da Igreja documenta amplamente.
Mulheres foram indispensáveis para a expansão do cristianismo primitivo — sem a hospitalidade, os recursos e o trabalho de mulheres como Priscila, boa parte da obra missionária de Paulo teria sido inviável.
Reconhecer a distinção entre dons, ministérios e ofícios eclesiásticos formais não diminui a grandeza do serviço feminino; ao contrário, permite que essa grandeza seja celebrada pelo que realmente foi, sem depender de uma reconstrução histórica que os próprios textos não sustentam.
10. Conclusão
Priscila permanece, por qualquer critério honesto de avaliação, uma das mulheres mais notáveis do cristianismo primitivo: cooperadora de Paulo, anfitriã de igrejas, instrutora de um dos maiores pregadores de sua geração, e — segundo a tradição posterior — mártir da fé. Nada nisso depende de um título pastoral que as Escrituras nunca lhe atribuem e que a tradição patrística e litúrgica também nunca lhe atribuiu. Sua grandeza está exatamente onde o texto bíblico a coloca: na fidelidade, na sabedoria e no serviço fiel ao evangelho, ao lado do marido e da Igreja que sua própria casa ajudou a sustentar.
No próximo capítulo, conheceremos outra colaboradora fundamental do Novo Testamento: Febe: Diaconisa da Igreja em Cencreia, mas não Presbítera.
Kleiton Fonseca é pastor, professor de teologia e diretor-pesquisador do Instituto de Teologia Reformada John Wycliffe.
Bibliografia e Fontes
Fontes primárias: Novo Testamento grego (texto crítico); Suetônio, Vida de Cláudio 25.4; Cássio Dio, História Romana 60.6.6-7; Paulo Orósio, Historiarum Adversum Paganos.
Comentários e estudos exegéticos: F. F. Bruce; Craig S. Keener, Acts: An Exegetical Commentary; Darrell L. Bock, Acts (BECNT); I. Howard Marshall; David Peterson, The Acts of the Apostles (Pillar).
História da Igreja: Justo L. González; Henry Chadwick; Everett Ferguson.
Estudos e obras de referência: Bible Odyssey (Society of Biblical Literature); CBE International; Michael W. Holmes (ed.), The Apostolic Fathers; Philip Schaff (ed.), Ante-Nicene Fathers; J. N. D. Kelly, Early Christian Doctrines; Everett Ferguson, Backgrounds of Early Christianity
Nota metodológica: onde as fontes patrísticas propriamente ditas (Padres Apostólicos, Apologistas e escritores pós-nicenos) não oferecem comentário direto sobre Priscila, isso foi explicitamente indicado no texto, em vez de suprido por citação inventada ou inferência apresentada como fato documental.

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