Paralelos Teológicos:Igrejas Evangélicas com Roupagem Católico Medieval.


 

Paralelos Teológicos:Igrejas Evangélicas com Roupagem Católico Medieval. 

Catolicismo Medieval e o Evangelicalismo Contemporâneo 

Por Pr.Kleiton Fonseca  

Introdução

A Reforma Protestante do século XVI não foi meramente um evento histórico, mas um divisor de águas teológico que redefiniu a compreensão da fé cristã no Ocidente. Impulsionada por figuras como Martinho Lutero e João Calvino, a Reforma surgiu em um contexto de profunda crise moral e teológica na Igreja Católica Romana medieval. Práticas como a venda de indulgências, a centralidade quase absoluta do Papa, a veneração de santos e relíquias, e a acumulação de vastas riquezas pela hierarquia eclesiástica, geraram um clamor por renovação. Essas questões não apenas corroíam a credibilidade da Igreja, mas também obscureciam a mensagem central do evangelho, substituindo a graça divina por méritos humanos e a autoridade da Escritura por tradições eclesiásticas [1].

Os reformadores, em sua busca por um retorno às fontes bíblicas, estabeleceram princípios fundamentais que se tornaram a espinha dorsal da teologia reformada, conhecidos como as Cinco Solas: Sola Scriptura (Somente a Escritura), Sola Fide (Somente a Fé), Sola Gratia (Somente a Graça), Solus Christus (Somente Cristo) e Soli Deo Gloria (Glória Somente a Deus). Esses pilares teológicos visavam restaurar a primazia da Palavra de Deus como única autoridade (2 Timóteo 3:16-17), a salvação pela fé em Cristo Jesus, sem o acréscimo de obras humanas (Gálatas 1:6-9), e a glória exclusiva de Deus em todas as coisas. A Reforma, portanto, foi um movimento de resgate da pureza do evangelho contra as "doutrinas que são preceitos de homens" (Mateus 15:9).

Este artigo propõe uma análise comparativa entre o Catolicismo Romano medieval e certas manifestações do Pentecostalismo e Neopentecostalismo contemporâneos. Longe de ser uma mera crítica denominacional, o objetivo é identificar paralelos surpreendentes em suas práticas, estruturas de autoridade e compreensões espirituais que, em essência, se desviam dos princípios reformados e da centralidade da Escritura. Utilizando a Bíblia, a história da Reforma e a teologia reformada como lentes, buscaremos demonstrar como, apesar das diferenças históricas e contextuais, ambos os movimentos podem, em certas instâncias, apresentar desvios teológicos semelhantes, que obscurecem a suficiência de Cristo e a autoridade da Palavra de Deus.

  

Autoridade e Hierarquia

Catolicismo Romano Medieval

No Catolicismo Romano medieval, a autoridade era fundamentada em uma tríade: a Tradição, os Concílios e as Escrituras, sendo que a interpretação final e infalível dessas fontes cabia ao Magistério da Igreja, liderado pelo Papa. O Papa era considerado o Vigário de Cristo na Terra, detentor de autoridade suprema e infalível em questões de fé e moral, especialmente após a formalização de sua primazia. Essa estrutura hierárquica verticalizada colocava o Papa e a cúria romana no ápice da autoridade eclesiástica, com bispos e sacerdotes exercendo poder delegado. A Tradição, entendida como a transmissão da fé e dos ensinamentos apostólicos ao longo dos séculos, muitas vezes recebia um peso igual ou até superior à Escritura, conforme criticado pelos reformadores. A obediência à hierarquia era vista como essencial para a salvação, e qualquer desvio da doutrina oficial era severamente reprimido [1].

 Igrejas Pentecostais e Neopentecostais Contemporâneas

Em contraste aparente, muitas igrejas pentecostais e neopentecostais contemporâneas afirmam a Sola Scriptura como seu princípio fundamental de autoridade. Contudo, na prática, a autoridade pode ser exercida de maneiras que criam paralelos com a estrutura medieval. Frequentemente, a interpretação da Escritura é mediada por "profecias" e "revelações" dadas a líderes carismáticos, que se tornam figuras centrais e, por vezes, inquestionáveis. A "palavra do pastor" ou do "apóstolo" pode adquirir um peso normativo que, na prática, rivaliza com a própria Bíblia. Além disso, as "tradições da igreja local" ou as "normas internas" estabelecidas por esses líderes podem ter uma força vinculante sobre os fiéis, moldando a conduta e a doutrina de forma significativa. A ênfase na figura do "ungido" de Deus, que não pode ser tocado ou criticado, cria uma hierarquia de poder onde o líder se torna uma autoridade quase absoluta, exigindo obediência irrestrita e lealdade incondicional [2].

Paralelos e Críticas Reformadas    

Os reformadores, como Martinho Lutero e João Calvino, criticaram veementemente a centralização da autoridade na figura do Papa e a elevação da Tradição acima da Escritura. Lutero, em seu Comentário sobre Romanos, enfatizou que a justificação é pela fé e que a autoridade final reside na Palavra de Deus, não em decretos papais ou conciliares. Ele desafiou a ideia de que clérigos eram "ungidos intocáveis", argumentando que todos os crentes têm acesso direto a Deus através de Cristo. Calvino, em suas Institutas da Religião Cristã (Livro 4), discute a natureza da Igreja e a autoridade de seus ministros, afirmando que eles são servos da Palavra, não seus senhores. Ele argumentou que a verdadeira autoridade reside na Escritura e que os líderes devem ser examinados à luz dela, assim como os bereanos que "receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim" (Atos 17:11). Paulo também resistiu publicamente a Pedro (Cefas) quando este se desviou do evangelho (Gálatas 2:11), demonstrando que mesmo apóstolos não estavam acima da correção bíblica.

O perigo, tanto no Catolicismo medieval quanto em certas expressões do Pentecostalismo/Neopentecostalismo, reside na criação de uma autoridade extrabíblica que usurpa o lugar da Escritura e de Cristo. Quando a palavra de um líder, uma profecia ou uma tradição denominacional se torna o critério final de verdade, a Sola Scriptura é comprometida. A exaltação de "ungidos" que se consideram acima da crítica ou da prestação de contas pode levar à manipulação e ao abuso de poder, desviando a glória que pertence "somente a Deus por meio de Jesus Cristo" (1 Pedro 4:11). A verdadeira autoridade cristã, conforme a teologia reformada, é a autoridade de Cristo exercida através de Sua Palavra, e os líderes são chamados a ser fiéis expositores dessa Palavra, não fontes independentes de revelação ou poder. "Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo" (1 Coríntios 3:11).
 

Práticas e Paralelos

Indulgências vs. Dízimos e Votos

 No Catolicismo Romano medieval, a prática das indulgências representava um desvio significativo da doutrina bíblica da salvação pela graça. A Igreja oferecia a remissão de penas temporais devidas pelos pecados em troca de doações monetárias, transformando o perdão divino em uma transação comercial. Essa prática, que visava financiar projetos eclesiásticos e enriquecer a hierarquia, foi um dos principais catalisadores da Reforma Protestante. Lutero e outros reformadores denunciaram a ideia de que a salvação ou a diminuição do tempo no purgatório pudesse ser comprada, enfatizando que a graça de Deus é gratuita e a salvação é recebida pela fé, sem dinheiro e sem preço (Isaías 55:1; Atos 8:20).

Em um paralelo notável, certas igrejas pentecostais e neopentecostais contemporâneas, embora não vendam "perdão" diretamente, promovem intensamente a prática de dízimos e votos com promessas de prosperidade material e espiritual. A contribuição financeira é frequentemente apresentada como uma "semente" que, se plantada com fé, garantirá uma "colheita" abundante de bênçãos divinas. A teologia da prosperidade, predominante nesses círculos, sugere que a fé é um meio de "ativar" as bênçãos de Deus através da doação, criando uma dinâmica transacional semelhante à das indulgências. Embora a Bíblia incentive a generosidade (2 Coríntios 9:7), a ênfase na doação como um pré-requisito para a bênção material ou como um meio de "comprar" o favor divino distorce o evangelho da graça e pode levar à exploração dos fiéis, especialmente os mais vulneráveis [2].

 

Relíquias Sagradas vs. Objetos Ungidos 

O Catolicismo medieval atribuía grande poder e significado às relíquias sagradas – objetos físicos associados a santos, mártires ou a Cristo. Ossos, cabelos, fragmentos de vestes ou da cruz eram venerados como canais de graça, cura e proteção. A crença de que esses objetos possuíam virtudes sobrenaturais levou a um comércio e uma busca incessante por relíquias, muitas vezes de autenticidade duvidosa. Essa prática desviava a fé do Deus vivo para objetos materiais, contrariando a natureza espiritual da adoração (João 4:24) e a suficiência do sacrifício de Cristo (Hebreus 9:9-10).

De forma análoga, em muitas igrejas pentecostais e neopentecostais, observa-se o uso de objetos ungidos – lenços, óleos, copos de água, sal, rosas, etc. – aos quais se atribui poder espiritual para curar, proteger ou trazer prosperidade. Esses objetos, após serem "ungidos" por um líder religioso, são distribuídos aos fiéis com a promessa de que, ao tocá-los ou usá-los, receberão bênçãos específicas. Essa prática, embora apresentada como bíblica, carece de fundamento nas Escrituras para o uso contemporâneo e pode promover uma fé supersticiosa, onde a confiança é depositada no objeto e não diretamente em Cristo. A busca por manifestações tangíveis de poder através de objetos pode obscurecer a verdade de que Deus é Espírito e deve ser adorado em espírito e em verdade [2].

 

Veneração de Santos vs. Idolatria de Líderes e Cantores Gospel 

A veneração de santos era uma prática central no Catolicismo medieval, onde os santos eram vistos como intercessores poderosos junto a Deus. Embora a doutrina católica distinguisse veneração de adoração, na prática popular, a devoção aos santos muitas vezes se aproximava da idolatria, com os fiéis buscando neles a intercessão e o favor que deveriam ser buscados diretamente em Cristo. Essa prática foi veementemente criticada pelos reformadores como um desvio da adoração exclusiva a Deus e da suficiência de Cristo como único mediador (1 Timóteo 2:5).

Em um paralelo preocupante, em alguns segmentos pentecostais e neopentecostais, há uma tendência à idolatria de líderes religiosos e cantores gospel. Essas figuras, muitas vezes carismáticas e midiáticas, são elevadas a um patamar de reverência excessiva, com seus ensinamentos e estilos de vida sendo glorificados e imitados de forma acrítica. A devoção a esses indivíduos pode desviar a atenção da adoração exclusiva a Deus e da centralidade de Cristo, transformando-os em "estrelas" ou "ungidos" que, na prática, ocupam um lugar indevido na vida dos fiéis. A Bíblia adverte contra a divisão e a exaltação de líderes humanos (1 Coríntios 1:12-13) e enfatiza que a adoração deve ser dirigida somente a Deus (Êxodo 20:3; Atos 10:25-26).

 Exclusivismo Religioso

O Catolicismo medieval defendia a doutrina de que "fora da Igreja não há salvação" (Extra Ecclesiam Nulla Salus), o que significava que a adesão à Igreja Católica e seus sacramentos era vista como o único caminho para a vida eterna. Essa visão exclusivista reforçava a autoridade da Igreja e gerava um ambiente de controle e conformidade, onde a dissidência era vista como uma ameaça à salvação.

De maneira similar, algumas igrejas pentecostais e neopentecostais podem manifestar um exclusivismo religioso que sugere que a verdadeira salvação, a plenitude da vida cristã ou as bênçãos divinas só são alcançáveis dentro de sua denominação específica ou sob a liderança de seu pastor. A saída da igreja é frequentemente associada a maldições, perdas espirituais ou ao afastamento da vontade de Deus, criando um ambiente de medo e dependência institucional. Essa mentalidade contrasta com a verdade bíblica de que Jesus Cristo é o único caminho para a salvação (João 14:6), e que a fé Nele é suficiente para a justificação (Romanos 10:9-10), independentemente da afiliação denominacional. O fundamento da fé é Cristo, e não uma instituição ou um líder humano (1 Coríntios 3:11).


 Análise Teológica: Desvios do Evangelho Puro

A análise comparativa entre o Catolicismo Romano medieval e certas vertentes do Pentecostalismo e Neopentecostalismo contemporâneos revela um padrão preocupante de desvios do evangelho puro, muitas vezes mascarados por uma linguagem de piedade ou busca espiritual. Em ambos os contextos, observa-se uma tendência a acrescentar tradições humanas à Palavra de Deus, comprometendo a suficiência de Cristo e a autoridade da Escritura, princípios tão arduamente defendidos pela Reforma Protestante.

O Catolicismo medieval, ao elevar a Tradição e o Magistério papal a um patamar de autoridade equivalente ou superior à Escritura, e ao promover práticas como indulgências e veneração de relíquias e santos, introduziu elementos que obscureciam a simplicidade do evangelho. A salvação, que deveria ser pela graça mediante a fé em Cristo, tornou-se condicionada a rituais, méritos e intercessões humanas. Essa complexa estrutura, embora buscando mediar a graça divina, acabou por criar barreiras entre o fiel e Deus, tornando a fé um sistema de obras e dependência institucional.

De maneira análoga, embora as igrejas pentecostais e neopentecostais se apresentem como movimentos de retorno à vitalidade espiritual e à centralidade da Bíblia, algumas de suas práticas e ênfases teológicas podem, paradoxalmente, reproduzir desvios semelhantes. A supervalorização de profecias e revelações extrabíblicas, a dependência excessiva de líderes carismáticos, a teologia da prosperidade que condiciona a bênção divina à contribuição financeira, e o uso de objetos ungidos como canais de poder, são exemplos de como tradições humanas podem ser inseridas no lugar da suficiência de Cristo. Tais práticas, ao invés de apontar para a graça gratuita de Deus, podem levar os fiéis a buscar uma "fórmula" ou um "atalho" para as bênçãos, transformando a fé em uma transação ou um meio para fins materiais, desvirtuando a adoração e a confiança em Deus (Romanos 1:23).
 

A Centralidade de Cristo e da Escritura 

A teologia reformada, através de seus expoentes clássicos e contemporâneos, sempre insistiu na centralidade de Cristo e na suficiência da Escritura. João Calvino, em suas Institutas, argumentou que a verdadeira piedade consiste em conhecer a Deus e a nós mesmos, e que esse conhecimento é mediado unicamente pela Palavra revelada. Ele alertou contra a invenção de novas formas de adoração ou a adição de preceitos humanos que desviam da simplicidade do evangelho. Martinho Lutero, por sua vez, combateu a ideia de que a salvação poderia ser alcançada por qualquer outro meio que não a fé em Cristo, o único mediador e salvador.

Teólogos reformados como Herman Bavinck e G.C. Berkouwer aprofundaram a compreensão da revelação divina, enfatizando a inerrância e a autoridade final da Escritura como a Palavra de Deus. Bavinck, em sua Dogmática Reformada, defende que a Escritura é a norma normativa para toda a fé e vida cristã, e que qualquer autoridade que se coloque acima dela é ilegítima. Berkouwer, em seus Estudos em Dogmática, reforça a ideia de que a Escritura é a única fonte de conhecimento salvífico, e que a fé deve estar ancorada nela, e não em experiências subjetivas ou tradições humanas.

Mais recentemente, R.C. Sproul e J.I. Packer continuaram a defender a Sola Scriptura e a Sola Gratia, alertando contra a superficialidade teológica e a tendência de diluir o evangelho para torná-lo mais palatável. Sproul, em sua defesa da santidade de Deus, frequentemente criticava qualquer teologia que diminuísse a soberania divina ou a exclusividade de Cristo. Packer, em Knowing God, enfatiza que o verdadeiro conhecimento de Deus vem através de Sua Palavra e que a piedade genuína é moldada pela verdade bíblica. Esses teólogos nos lembram que a fé cristã não é construída sobre "fábulas engenhosas" ou "interpretação particular" (2 Pedro 1:20-21), mas sobre a revelação objetiva e inerrante de Deus na Escritura.

O problema, portanto, não é meramente institucional ou denominacional, mas fundamentalmente teológico e espiritual. Quando a glória de Deus é dividida com homens, quando a suficiência de Cristo é complementada por rituais ou objetos, e quando a autoridade da Escritura é suplantada por "profecias" ou "revelações" humanas, o evangelho é pervertido. A exortação de Judas 3 permanece relevante: "Amados, enquanto eu empregava toda a diligência para vos escrever acerca da salvação que nos é comum, senti a necessidade de vos escrever, exortando-vos a batalhar diligentemente pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos."

Conclusão

Ao longo deste artigo, examinamos paralelos notáveis entre o Catolicismo Romano medieval e certas manifestações do Pentecostalismo e Neopentecostalismo contemporâneos. Embora separados por séculos e contextos culturais distintos, ambos os movimentos, em suas expressões desviantes, demonstram uma tendência comum de obscurecer a pureza do evangelho ao adicionar tradições humanas, hierarquias autoritárias e práticas que desviam a atenção da suficiência de Cristo e da autoridade da Escritura. Seja na venda de indulgências medievais ou na teologia da prosperidade contemporânea, na veneração de relíquias ou no uso de objetos ungidos, na centralidade do Papa ou na idolatria de líderes carismáticos, o perigo reside em substituir a graça gratuita de Deus por um sistema de obras, méritos ou manipulações espirituais.

O problema fundamental, portanto, não é meramente institucional ou denominacional, mas profundamente espiritual e teológico. Ele reside na tentação constante de desviar a glória de Deus para o homem (Romanos 1:23) e de comprometer a verdade do evangelho com acréscimos humanos. A Reforma Protestante, com suas Cinco Solas, foi um chamado urgente a retornar à centralidade da Escritura como única regra de fé e prática, e a Cristo como o único caminho, verdade e vida. Teólogos reformados, desde Lutero e Calvino até Bavinck, Berkouwer, Sproul e Packer, têm consistentemente defendido esses princípios, alertando contra qualquer desvio que diminua a soberania de Deus e a exclusividade da obra redentora de Jesus Cristo.

Convocamos o leitor a um discernimento crítico e a um compromisso inabalável com a Palavra de Deus. Que a fé seja fundamentada não em experiências subjetivas, em promessas de prosperidade material ou na autoridade inquestionável de líderes humanos, mas na verdade imutável da Escritura e na pessoa e obra consumada de Jesus Cristo. Que cada crente seja como os bereanos, examinando as Escrituras diariamente para verificar a veracidade de tudo o que é ensinado. O evangelho é simples, mas profundo: a salvação é pela graça, mediante a fé, em Cristo somente, para a glória somente de Deus.

"Amados, enquanto eu empregava toda a diligência para vos escrever acerca da salvação que nos é comum, senti a necessidade de vos escrever, exortando-vos a batalhar diligentemente pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos." (Judas 3)

Que possamos ouvir o convite de Cristo: "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo." (Apocalipse 3:20). A verdadeira comunhão e salvação são encontradas Nele, e não em rituais, objetos ou líderes que buscam usurpar Sua glória.

  Referências

Bibliografia Recomendada
1.Fontes Clássicas da Reforma
CALVINO, João. Institutas da Religião Cristã. São Paulo: Cultura Cristã, 2006.
LUTERO, Martinho. Comentário da Epístola aos Gálatas. São Paulo: Paracletos, 1998.
LUTERO, Martinho. Comentário sobre Romanos. São Paulo: Sinodal, 1997.
ZUÍNGLIO, Ulrico. Os 67 Artigos. São Leopoldo: Sinodal, 2004.
CHEMNITZ, Martin. Exame do Concílio de Trento. São Paulo: Cultura Cristã, 2019.
1.Teólogos Reformados Posteriores
BAVINCK, Herman. Dogmática Reformada. São Paulo: Cultura Cristã, 2012.
BERKOUWER, G.C. A Igreja. São Paulo: Cultura Cristã, 2010.
HODGE, Charles. Teologia Sistemática. São Paulo: Hagnos, 2001.
PACKER, J. I. O Conhecimento de Deus. São Paulo: Cultura Cristã, 2001.
SPROUL, R. C. A Santidade de Deus. São Paulo: Cultura Cristã, 2009.
1.Estudos Históricos sobre a Reforma e o Catolicismo
GONZÁLEZ, Justo L. História do Cristianismo – Vol. 2: A Era da Reforma. São Paulo: Vida Nova, 2010.
MCGRATH, Alister. História da Teologia Cristã. São Paulo: Shedd, 2005.
DOWLEY, Tim. Introdução ao Cristianismo. São Paulo: Vida Nova, 2013.
LINDBERG, Carter. A Reforma: Uma História. São Paulo: Vida Nova, 2017.
TIERNEY, Brian. The Crisis of Church and State (1050-1300). Toronto: University of Toronto Press, 1988.
1.Estudos sobre Pentecostalismo e Neopentecostalismo
ANDERSON, Allan. An Introduction to Pentecostalism: Global Charismatic Christianity. Cambridge: Cambridge University Press, 2014.
FRESTON, Paul. Evangélicos e Política no Brasil. São Paulo: Loyola, 1993.
MARIANO, Ricardo. Neopentecostais: Sociologia do Novo Pentecostalismo no Brasil. São Paulo: Loyola, 1999.
MENDONÇA, Antônio Gouvêa. Protestantismo e Cultura Brasileira. São Paulo: Paulinas, 1990.
CAMPOS, Leonildo Silveira. Teatro, Templo e Mercado: Uma Análise da Oposição entre Catolicismo e Pentecostalismo. Petrópolis: Vozes, 1997.
1.Referências Bíblicas e Hermenêuticas
CARSON, D. A. Exegese e Exposição. São Paulo: Vida Nova, 2005.
BEALE, G. K. A Nova Aliança e o Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2014.
RIDDERBOS, Herman. A Teologia do Apóstolo Paulo. São Paulo: Cultura Cristã, 2004.

 

 

 

 

Comentários

Popular Posts

A Igreja Não É Propriedade do Pastor: Um Alerta Teológico e Legal Contra a Usurpação do Corpo de Cristo

As 95 Teses Contra o Evangelicalismo Moderno: Um Chamado à Reflexão

MULHER DE PASTOR NÃO É PASTORA: O PASTORADO FEMININO E A AGENDA IDEOLÓGICA FEMINISTA NAS IGREJAS EVANGÉLICA