Entrando no Reino dos Céus: Por que Jesus nos Chama a Ser Como Crianças
Entrando no Reino dos Céus: Por que Jesus nos Chama a Ser Como Crianças
Por. Pr. Kleiton Fonseca
Introdução
O chamado de Jesus em Mateus 18:3, “Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos Céus”, é uma das passagens mais profundas e, por vezes, mal compreendidas das Escrituras. Frequentemente, a interpretação popular dessa afirmação se inclina para a ideia de que Jesus estava exaltando a inocência infantil como pré-requisito para a entrada no Reino. Essa visão, embora bem-intencionada, tende a simplificar a riqueza teológica e a profundidade exegética do texto, ignorando o contexto maior do ministério de Jesus e a natureza da humanidade decaída. Tal equívoco pode levar a uma compreensão superficial da salvação e da vida cristã, focando em uma pureza moral que o homem natural não possui.
Contrariamente a essa interpretação simplista, a ideia central de Jesus não era a inocência, mas sim a humildade radical, a dependência completa de Deus e a confiança absoluta na Sua graça. Ao convidar Seus discípulos a se tornarem como crianças, Jesus estava desafiando suas noções de grandeza e meritocracia, apontando para uma postura de total desamparo e receptividade que é fundamental para se achegar a Deus. Essa dependência é a antítese da autossuficiência e do orgulho que permeiam o coração humano e que os próprios discípulos demonstravam na ocasião.
A relevância prática desse ensino para a vida cristã é imensa. Ele nos convida a reavaliar nossa própria abordagem à fé, à salvação e ao serviço. Em um mundo que valoriza a autonomia, a força e a conquista, o chamado de Jesus à infantilidade espiritual ressoa como uma contracultura divina. Ele nos lembra que a entrada e a permanência no Reino não são fruto de nossos esforços ou méritos, mas sim de uma entrega humilde e confiante à soberania e à graça de um Deus que provê tudo. Este artigo se propõe a explorar essa passagem crucial, desvendando seu significado exegético, seu contexto bíblico, sua interpretação à luz da Teologia Reformada e suas implicações práticas para a vida do crente.
Contexto Bíblico: A Pergunta dos Discípulos e a Resposta de Jesus
A cena em Mateus 18:1–5 ocorre em um momento significativo do ministério de Jesus. Os discípulos, ainda imersos em concepções terrenas sobre o Reino, aproximam-se de Jesus com uma pergunta que revela suas ambições e sua falta de compreensão espiritual: “Quem é o maior no Reino dos Céus?” (Mateus 18:1). Essa questão não era isolada; os Evangelhos sinóticos frequentemente registram disputas entre os discípulos sobre quem seria o mais proeminente no Reino vindouro [1]. Eles esperavam um reino político e visível, onde posições de poder e honra seriam distribuídas, e cada um desejava garantir seu lugar de destaque.
A resposta de Jesus a essa pergunta é um golpe direto em suas aspirações mundanas e uma lição pedagógica profunda. Em vez de nomear um deles ou estabelecer uma hierarquia de méritos, Jesus realiza um ato simbólico poderoso: “E Jesus, chamando uma criança, a pôs no meio deles e disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos Céus” (Mateus 18:2-3). O gesto de chamar a criança e colocá-la no centro da atenção dos discípulos não era apenas uma ilustração, mas um convite radical à reorientação de seus valores. Na sociedade judaica do primeiro século, as crianças não possuíam status social, poder ou influência. Eram dependentes, vulneráveis e, em muitos aspectos, consideradas insignificantes. Ao apontar para uma criança, Jesus subverteu completamente as expectativas de Seus discípulos sobre o que significava ser “grande” em Seu Reino.
O versículo 4 complementa essa ideia, afirmando: “Portanto, qualquer que se humilhar como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus”. A grandeza no Reino não é alcançada por meio de poder, status ou feitos impressionantes, mas sim por uma humildade radical que se assemelha à dependência de uma criança. Essa humildade implica reconhecer a própria insignificância e a total dependência de Deus, características que os adultos orgulhosos e ambiciosos dos discípulos haviam perdido. A criança, nesse contexto, serve como um modelo vivo de quem não tem nada a oferecer além de sua própria necessidade e receptividade. É uma imagem de alguém que não possui méritos próprios para apresentar, mas que recebe tudo como um dom [2].
Exegese e Hermenêutica: O Significado de “Tornar-se Como Criança”
Para uma compreensão precisa do que Jesus quis dizer com “tornar-se como crianças”, é fundamental examinar os termos gregos utilizados na passagem de Mateus 18:3. A frase “se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças” emprega dois verbos cruciais e um substantivo que merecem atenção exegética.
O verbo στρέφω (strephō), traduzido como “converterdes” ou “virardes”, significa “virar”, “mudar de direção”, “reverter” ou “converter”. No contexto de Mateus 18:3, o uso de strephō indica uma mudança radical de mentalidade e comportamento. Não se trata de um mero ajuste, mas de uma reorientação completa da vida. Os discípulos estavam buscando grandeza e status; Jesus os chama a uma conversão que os afastasse dessa ambição mundana e os levasse a uma nova perspectiva, a de se assemelhar a uma criança [3].
O substantivo παιδίον (paidíon), traduzido como “criança”, refere-se a uma criança pequena, um infante ou um jovem. É um diminutivo de pais (criança, servo). O paidíon na cultura do primeiro século era caracterizado por sua total dependência, vulnerabilidade e falta de status social. Uma criança não possuía direitos, não era autossuficiente e dependia inteiramente dos cuidados e da provisão de seus pais ou responsáveis. Portanto, “tornar-se como criança” não se refere à inocência moral (pois as crianças, como todos os seres humanos, nascem com a natureza pecaminosa), nem à fragilidade física, mas sim à humildade e dependência espiritual [4]. É a aceitação de que não se tem nada a oferecer em troca da graça de Deus, uma postura de total receptividade e confiança.
Essa interpretação é consistentemente reforçada em passagens paralelas nos Evangelhos sinóticos. Em Marcos 10:13–15, Jesus repreende os discípulos por tentarem afastar as crianças que Lhe eram trazidas: “Deixai vir a mim as crianças e não as impeçais, porque o Reino de Deus é dos que se parecem com elas. Em verdade vos digo que qualquer que não receber o Reino de Deus como criança de modo nenhum entrará nele”. Da mesma forma, em Lucas 18:16–17, Jesus declara: “Deixai vir a mim os pequeninos e não os impeçais, porque dos tais é o Reino de Deus. Em verdade vos digo que qualquer que não receber o Reino de Deus como criança de modo nenhum entrará nele”.
Esses paralelos confirmam que o ponto central do ensino de Jesus é a receptividade e a dependência. As crianças não ganham o Reino; elas o recebem como um presente, sem méritos ou pretensões. Elas são modelos de uma fé que confia plenamente na provisão alheia, sem questionar ou duvidar da bondade de quem oferece. A coerência bíblica dessas passagens sublinha que a entrada no Reino dos Céus exige uma conversão que transforma o coração orgulhoso e autossuficiente do adulto em um coração humilde e dependente, como o de uma criança.
Interpretação à Luz da Teologia Reformada
A Teologia Reformada oferece uma estrutura robusta para aprofundar a compreensão do chamado de Jesus para nos tornarmos como crianças. Central para essa teologia é a doutrina da depravação total do homem, que afirma que, devido à Queda, toda a natureza humana – intelecto, emoções e vontade – foi corrompida pelo pecado. Consequentemente, o ser humano é incapaz de, por si mesmo, buscar ou agradar a Deus, e muito menos de alcançar a salvação por seus próprios méritos. Essa realidade contrasta diretamente com a ideia de que a “inocência infantil” seja um estado natural de pureza moral que os adultos devem recuperar. Pelo contrário, a criança, embora sem a experiência de pecados conscientes do adulto, não é inerentemente inocente no sentido teológico, mas nasce sob o domínio do pecado, necessitando igualmente da graça de Deus para a regeneração.
Nesse contexto, o chamado de Jesus para “tornar-se como crianças” ganha uma conotação ainda mais profunda. Não é um chamado para retornar a uma suposta inocência perdida, mas para abraçar a humildade e a dependência que são a contrapartida da depravação total. Se o homem é totalmente depravado e incapaz de se salvar, então a única esperança reside na soberania e graça de Deus. A criança, em sua completa incapacidade de prover para si mesma, ilustra perfeitamente a condição do pecador diante de um Deus santo. É uma imagem daquele que não tem nada a oferecer, mas que deve receber tudo como um dom imerecido [5].
A regeneração, segundo a Teologia Reformada, é a obra sobrenatural do Espírito Santo que vivifica o coração morto do pecador, capacitando-o a crer e a se arrepender. Essa obra é inteiramente de Deus, e a fé que surge dela é uma fé que se assemelha à confiança da criança: uma fé simples, que se apoia não em si mesma, mas na fidelidade e no poder de Deus. É uma fé que reconhece a própria bancarrota espiritual e se lança sobre a misericórdia divina.
Teólogos reformados clássicos e contemporâneos têm interpretado essa passagem à luz desses princípios:
•João Calvino: Em seus Comentários sobre Mateus, Calvino enfatiza que a humildade é a virtude principal que Jesus busca nos Seus discípulos. Ele argumenta que os adultos devem se despojar de sua arrogância e autossuficiência, tornando-se tão dependentes e maleáveis quanto uma criança. Para Calvino, a criança é um modelo de quem não busca honra ou poder, mas vive em submissão e simplicidade [6]. Ele vê a criança como um símbolo daquele que não tem méritos para apresentar, mas que se entrega totalmente à vontade de Deus.
•Martinho Lutero: Embora não tenha um comentário extensivo sobre Mateus 18:3 especificamente, Lutero, em sua teologia, constantemente exalta a fé simples e confiante em contraste com as obras e o legalismo. Ele via a fé como um ato de entrega total à graça de Deus, semelhante à confiança de uma criança em seus pais. A justificação pela fé (sola fide) é o cerne de sua teologia, e o chamado de Jesus para ser como criança ressoa com a ideia de que a salvação não é conquistada, mas recebida por meio de uma fé despretensiosa [7].
•Herman Bavinck: O teólogo holandês, em sua Dogmática Reformada, aborda a necessidade de uma fé que se assemelha à da criança. Ele argumenta que a graça de Deus restaura a natureza humana, e essa restauração implica um retorno a uma postura de dependência e humildade. Bavinck vê a criança como um exemplo de receptividade e de ausência de pretensão, características essenciais para quem deseja entrar no Reino de Deus. Ele destaca que a fé infantil não é uma fé ingênua ou irracional, mas uma fé que se submete à autoridade divina com confiança [8].
•R.C. Sproul: Sproul, um teólogo reformado contemporâneo, frequentemente enfatiza a humildade como a chave para entender Mateus 18:3. Ele argumenta que Jesus não está chamando à imaturidade intelectual, mas a uma postura de total dependência de Deus, reconhecendo a própria pecaminosidade e a necessidade da graça. Para Sproul, a criança é um símbolo daquele que não tem status ou poder e que, portanto, não pode reivindicar nada de Deus, mas deve recebê-lo tudo como um favor imerecido [9].
•J.I. Packer: Packer, em sua obra, sublinha a dependência infantil como a essência da fé cristã. Ele argumenta que a fé salvadora é uma confiança simples e total em Cristo, semelhante à confiança de uma criança em seus pais. Essa dependência implica reconhecer a própria fraqueza e a suficiência de Cristo para a salvação e para a vida cristã. A fé não é um mérito, mas o meio pelo qual a graça de Deus é recebida, e a criança é o modelo perfeito dessa receptividade despretensiosa [10].
Em suma, a Teologia Reformada interpreta Mateus 18:3 não como um elogio à inocência natural, mas como um chamado à conversão que leva à humildade e à dependência radical de Deus, reconhecendo a própria incapacidade e confiando plenamente na graça soberana para a salvação e a vida no Reino.
Aplicação Espiritual e Pastoral
O ensino de Jesus sobre tornar-se como criança transcende a esfera teórica, oferecendo profundas implicações para a vida espiritual e pastoral do cristão. Viver essa dependência e humildade no dia a dia não é uma tarefa fácil, pois contraria a natureza humana caída e as pressões de uma cultura que exalta a autossuficiência e o mérito. No entanto, é precisamente nessa postura que se encontra a verdadeira liberdade e a plenitude da vida no Reino.
1. Viver a Dependência e Humildade no Dia a Dia Cristão:
•Oração e Confissão: A dependência infantil se manifesta primeiramente em uma vida de oração constante e confissão sincera. Assim como uma criança recorre aos pais para todas as suas necessidades, o crente é chamado a depender de Deus em todas as circunstâncias, reconhecendo Sua soberania e provisão. A confissão de pecados, sem pretensão ou justificativa, é um ato de humildade que reconhece a própria incapacidade e a necessidade do perdão divino [11].
•Receptividade à Palavra: A criança é naturalmente receptiva e confiante naquilo que seus pais ensinam. Da mesma forma, o cristão deve abordar a Palavra de Deus com uma mente aberta e um coração humilde, pronto para receber e obedecer, sem questionar a autoridade divina ou tentar adaptar a verdade às suas próprias conveniências. Isso implica uma disposição para aprender e ser moldado pelas Escrituras, mesmo quando elas desafiam nossas concepções pré-concebidas.
•Desapego do Mérito Próprio: A humildade infantil exige o abandono de qualquer tentativa de ganhar o favor de Deus por meio de obras ou esforços pessoais. A salvação é um dom gratuito da graça, recebido pela fé. Viver como criança significa descansar na obra consumada de Cristo, reconhecendo que “não por obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo” (Tito 3:5). Essa postura liberta o crente da ansiedade da performance e do orgulho espiritual.
•Confiança na Providência Divina: Assim como uma criança confia que seus pais proverão para suas necessidades, o crente é chamado a confiar plenamente na providência de Deus. Isso envolve entregar ansiedades e preocupações a Ele, crendo que Ele cuidará de todas as coisas, conforme Sua perfeita vontade e bondade. “Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos ou que beberemos ou com que nos vestiremos? Porque todas essas coisas os gentios procuram; porque vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas elas” (Mateus 6:31-32).
2. A Importância de Acolher e Servir os “Pequenos” na Comunidade de Fé:
Mateus 18 não se limita apenas à humildade individual, mas também estende suas implicações para a vida comunitária da igreja. O versículo 5 declara: “E qualquer que receber em meu nome uma criança tal como esta, a mim me recebe”. Jesus identifica-se com os “pequenos”, que podem ser tanto crianças literais quanto os membros mais vulneráveis, humildes e marginalizados da comunidade de fé. Acolher e servir a esses “pequenos” é, na verdade, acolher e servir ao próprio Cristo [12].
•Cuidado com os Vulneráveis: A igreja é chamada a ser um lugar onde os mais fracos e necessitados são protegidos e valorizados. Isso inclui crianças, novos convertidos, os marginalizados socialmente e aqueles que lutam com sua fé. A negligência ou o desprezo por esses “pequenos” é visto por Jesus com extrema seriedade (Mateus 18:6-7).
•Foco no Serviço e Não no Status: A pergunta inicial dos discípulos sobre quem seria o maior é respondida com um chamado ao serviço humilde. A verdadeira grandeza no Reino é medida pela disposição de servir, especialmente aqueles que são considerados insignificantes aos olhos do mundo. Isso desafia as estruturas hierárquicas e as ambições de poder dentro da igreja, promovendo uma cultura de cuidado mútuo e amor abnegado.
•Modelando a Graça: Ao acolher os “pequenos”, a igreja reflete a graça de Deus, que acolhe pecadores sem mérito. Essa atitude de acolhimento e serviço demonstra ao mundo a natureza do Reino de Deus, onde os últimos serão os primeiros e os humildes serão exaltados.
Conclusão
O chamado de Jesus para nos tornarmos como crianças, conforme registrado em Mateus 18:3, é uma das verdades mais paradoxais e libertadoras das Escrituras. Longe de ser um apelo à inocência moral ou à ingenuidade, é um convite radical à humildade profunda, à dependência absoluta de Deus e à confiança inabalável em Sua graça. A exegese do termo paidíon e do verbo strephō, juntamente com os paralelos sinóticos, revela que a essência da “infantilidade” que Jesus exalta é a total receptividade e a falta de pretensão, características que contrastam diretamente com o orgulho e a autossuficiência do coração humano decaído.
A Teologia Reformada, com sua ênfase na depravação total do homem e na soberania da graça divina, ilumina ainda mais essa verdade. Teólogos como Calvino, Lutero, Bavinck, Sproul e Packer, embora com nuances em suas abordagens, convergem para a compreensão de que a entrada no Reino dos Céus é um ato de pura misericórdia de Deus, recebido por uma fé que se assemelha à confiança despretensiosa de uma criança. Não há mérito humano, não há “pureza infantil” intrínseca que nos qualifique; há apenas a necessidade de uma conversão radical que nos leve a uma postura de total desamparo e dependência do Salvador.
A verdadeira grandeza no Reino dos Céus, portanto, não é medida por conquistas, poder ou status, mas pela disposição de se humilhar, de reconhecer a própria fraqueza e de confiar plenamente em Deus. Essa humildade e dependência não são apenas portas de entrada para o Reino, mas também o caminho para uma vida cristã autêntica e frutífera, marcada pela oração, pela receptividade à Palavra, pelo desapego do mérito próprio e pela confiança na providência divina. Além disso, a comunidade de fé é chamada a espelhar essa atitude, acolhendo e servindo os “pequenos” e vulneráveis, pois ao fazê-lo, acolhe e serve ao próprio Cristo. Que possamos, então, abraçar esse chamado transformador, despojando-nos de nosso orgulho e nos tornando, de fato, como crianças diante do Pai celestial.
Referências
[1] Taylor-Wingender, P. (s.d.). Kids of the Kingdom: A Study of Matthew 18:1-5 and Its Context. Direction Journal. Disponível em: https://directionjournal.org/17/2/kids-of-kingdom-study-of-matthew-18-1-5.html
[2] Matthew 18:3 Lexicon. (s.d.). BibleHub. Disponível em: https://biblehub.com/lexicon/matthew/18-3.htm
[3] Precept Austin. (s.d.). Matthew 18 Commentary. Disponível em: https://www.preceptaustin.org/matthew-18-commentary
[4] Bibleref. (s.d.). What does Matthew 18:3 mean?. Disponível em: https://www.bibleref.com/Matthew/18/Matthew-18-3.html
[5] Ligonier Ministries. (s.d.). Kingdom Greatness. Disponível em: https://learn.ligonier.org/devotionals/kingdom-greatness
[6] Calvino, J. (s.d.). Calvin's Commentaries: Matthew 18. BibleHub. Disponível em: https://biblehub.com/commentaries/calvin/matthew/18.htm
[7] Luther, M. (s.d.). The Appearing of the Grace of God. Blue Letter Bible. Disponível em: https://www.blueletterbible.org/Comm/luther_martin/Incarnation/The_Appearing_of_the_Grace_of_God.cfm
[8] Puritan Board. (2025, 10 de abril). Bavinck Help. Disponível em: https://puritanboard.com/threads/bavinck-help.115894/
[9] Ligonier Ministries. (s.d.). Humility. Disponível em: https://learn.ligonier.org/guides/humility
[10] Desiring God. (2013, 22 de julho). Childlike, Not Childish. Disponível em: https://www.desiringgod.org/interviews/childlike-not-childish
[11] The Hard Sayings: Matthew 18:3 - Rediscovering Jesus's Words. (2024, 21 de outubro). Substack. Disponível em: https://rediscoveryingjesus.substack.com/p/the-hard-sayings-matthew-183?utm_source=publication-search

Comentários
Enviar um comentário