A Palavra “Inferno” nas Traduções Bíblicas: Uma Análise Teológica e Linguística.
A Palavra “Inferno” nas Traduções Bíblicas: Uma Análise Teológica e Linguística.
Introdução
A discussão sobre a natureza da justiça divina, o destino final da alma e a realidade do juízo eterno é um dos temas mais desafiadores e perenes da teologia cristã. No centro dessa reflexão, a palavra “inferno” ocupa lugar de destaque, frequentemente evocando imagens de fogo eterno, punição e tormento. Contudo, tal como aparece em muitas traduções bíblicas, o termo é alvo de complexidade significativa, pois não existe nos textos originais hebraicos e gregos da Bíblia. Em vez disso, ele surge como tradução de quatro conceitos distintos: Sheol, Hades, Geena e Tártaro. Cada um desses termos possui nuance própria, refletindo diferentes dimensões da morte, do juízo e do castigo divino, e sua uniformização sob o termo “inferno” pode obscurecer o sentido profundo das Escrituras.
Embora a Bíblia seja divinamente inspirada e inerrante em seus autógrafos, as traduções são obras humanas sujeitas a escolhas lexicais, interpretações contextuais e influências culturais e históricas. O uso de uma única palavra, “inferno”, para expressar múltiplos conceitos teológicos cria o risco de confusão doutrinária, especialmente quando se lida com temas centrais como a justiça, a santidade e a misericórdia de Deus. Uma análise cuidadosa dos termos originais não apenas esclarece ambiguidades, mas também fortalece a fé, mostrando que Deus revelou cada aspecto de sua justiça com precisão e cuidado.
O propósito deste artigo é examinar detalhadamente os termos Sheol, Hades, Geena e Tártaro, esclarecendo seus significados no contexto bíblico e histórico, e analisar como eles foram traduzidos em diferentes tradições bíblicas. A abordagem adotada será formativa e pastoral: não busca polêmica, mas fornecer ao leitor ferramentas para compreender a Escritura com profundidade e fidelidade, respeitando suas nuances originais.
Para fundamentar esta reflexão, recorreremos a uma base acadêmica sólida, incluindo dicionários bíblicos reconhecidos — como os de W.E. Vine, BDAG e HALOT —, comentários exegéticos e estudos de teólogos reformados clássicos, como João Calvino, Martinho Lutero, Herman Bavinck e R.C. Sproul. Este estudo visa demonstrar que conhecer os termos originais, seus contextos e as escolhas de tradução realizadas ao longo da história da Bíblia, não enfraquece a Palavra de Deus, mas permite que a igreja compreenda mais plenamente a complexidade da revelação divina e a riqueza do ensino sobre a vida, a morte e o juízo final.
O Que É Tradução Bíblica
A tradução, em sua essência, é a arte e a ciência de transferir o significado de um texto da sua língua original (a língua-fonte) para outra língua (a língua-alvo). No caso da Bíblia, essa tarefa assume uma dimensão singular, pois não se trata apenas de transmitir informações, mas de comunicar a revelação divina registrada nos autógrafos inspirados em hebraico, aramaico e grego. Assim, a tradução bíblica é simultaneamente um trabalho linguístico, hermenêutico e teológico, cujo impacto se estende para a doutrina, a liturgia e a vida prática da igreja.
Como destacou John Stott, “a Palavra de Deus foi dada em palavras humanas, e a responsabilidade do tradutor é torná-las compreensíveis sem perder sua veracidade”. Ou seja, a tradução não é neutra, mas carregada de decisões que afetam a recepção da verdade revelada.
Modelos Teóricos de Tradução
Dois paradigmas principais orientam os tradutores:
1. Equivalência formal (ou tradução literal): busca manter a forma e a estrutura do texto original, traduzindo palavra por palavra sempre que possível. Preserva a sintaxe, mas pode soar mais rígida. Exemplos: Almeida Corrigida Fiel (ACF), King James Version (KJV), e em parte a English Standard Version (ESV).
2. Equivalência funcional (ou dinâmica): privilegia a transmissão do sentido, adaptando a forma para que o leitor moderno compreenda o conteúdo de maneira natural. Exemplo: Nova Versão Internacional (NVI).
Ambos os métodos possuem méritos e limitações. A tradução formal preserva nuances teológicas mais precisas (importante, por exemplo, em debates doutrinários), enquanto a tradução dinâmica facilita a edificação e a leitura devocional. O ponto central é compreender que a escolha metodológica impacta diretamente a interpretação teológica do leitor.
História da Tradução Bíblica
A trajetória da tradução bíblica é um testemunho de sua relevância para a fé cristã:
· Septuaginta (LXX): tradução do Antigo Testamento hebraico para o grego (séc. III-II a.C.), que foi amplamente utilizada pelos apóstolos e pela igreja primitiva.
· Vulgata Latina de Jerônimo (séc. IV): tornou-se o texto-base da cristandade ocidental por mais de mil anos.
· Reforma Protestante: com Lutero (tradução alemã, 1522) e posteriormente Calvino (defendendo a centralidade da Escritura acessível ao povo), a Bíblia voltou às mãos dos fiéis em suas línguas maternas.
· Tradição Reformada: sempre enfatizou que “a Palavra de Deus deve ser entendida pelo povo de Deus”, razão pela qual tradutores reformados, como William Tyndale, arriscaram suas vidas para colocar as Escrituras nas línguas vernáculas.
Desafios da Tradução Bíblica
Os tradutores enfrentam problemas delicados, tais como:
· Termos sem equivalentes diretos (sheol, hades, geena);
· Ambiguidades de construções sintáticas no grego koiné;
· Palavras carregadas de contexto cultural ou teológico, como logos em João 1 ou dikaiosyne em Romanos.
Nesses casos, o tradutor precisa equilibrar fidelidade ao texto com inteligibilidade para o leitor.
Teologia da Tradução
A fidelidade na tradução não é apenas questão de erudição, mas um imperativo teológico. A forma como palavras são traduzidas afeta diretamente a compreensão de doutrinas como a justificação, a expiação e a escatologia. Calvino, em suas Institutas, já advertia que “a Palavra de Deus não pode ser separada de seu verdadeiro sentido sem que se corrompa sua autoridade”.
Assim, a tradução bíblica é uma tarefa que exige rigor, oração e submissão ao Espírito Santo. Ainda que as traduções não sejam inspiradas em si mesmas (apenas os autógrafos o são), elas carregam a autoridade derivada da Palavra, desde que fiéis ao conteúdo original.
Ferramentas como dicionários bíblicos de referência (HALOT, BDAG, TDNT), comentários exegéticos e a tradição teológica reformada são essenciais para evitar equívocos e garantir que a igreja receba a mensagem de Deus com clareza e fidelidade.
A Natureza e a Relevância da Transliteração
A transliteração é uma prática linguística distinta da tradução. Enquanto a tradução busca transmitir o significado de uma palavra em outra língua, a transliteração procura transferir apenas a forma sonora, isto é, a maneira como o termo é pronunciado no idioma original, para o alfabeto do idioma receptor. Assim, transliterar significa reescrever foneticamente uma palavra de um sistema de escrita para outro.
No campo bíblico, a transliteração tem importância singular, sobretudo em nomes próprios e em termos técnicos ou teológicos que não possuem um equivalente preciso em outras línguas. Por exemplo, o nome hebraico "ישוע" (Yeshua) é transliterado como Jesus em português, preservando uma conexão direta com suas raízes judaicas. Outro caso é a palavra “Messias”, que vem do hebraico Mashiach (מָשִׁיחַ), transliterada no grego como Messias (Μεσσίας) e no latim como Messias, até chegar às línguas modernas.
Do ponto de vista teológico, a transliteração cumpre uma função de preservação. Muitos termos carregam uma densidade cultural e histórica que se perderia se fossem simplesmente traduzidos. Por exemplo, traduzir o hebraico Sheol (שְׁאוֹל) ou o grego Hades (ᾅδης) diretamente como “inferno” cria uma confusão conceitual, pois esses termos não correspondem exatamente ao conceito medieval-cristão de inferno. Ao transliterar, o leitor é convidado a investigar o contexto original, evitando anacronismos e equívocos doutrinários.
Exemplos claros de transliteração na Bíblia
· Sheol (שְׁאוֹל) → em vez de traduzido como “sepultura” ou “inferno”, pode ser transliterado, permitindo estudo mais preciso.
· Hades (ᾅδης) → no mundo greco-romano representava a morada dos mortos, conceito diferente do “inferno” cristão posterior.
· Geena (γέεννα) → transliteração do hebraico Ge-Hinnom (גֵּי־הִנֹּם), o “Vale de Hinom”, associado ao julgamento divino.
Esses três termos mostram como a transliteração auxilia na escatologia bíblica: em vez de impor uma leitura ocidentalizada ou medieval, ela nos conecta ao vocabulário dos autores inspirados.
Quando não usar a transliteração
Entretanto, nem todos os termos devem ser transliterados. Palavras comuns ou de uso corrente que possuem equivalentes claros em outra língua devem ser traduzidas para garantir compreensão do leitor. Por exemplo:
· O grego ἀγάπη (agápē) pode ser traduzido como “amor”, sem perda significativa, já que o contexto bíblico explicita seu sentido.
· O hebraico אֱלֹהִים (Elohim), embora transliterado em estudos acadêmicos, é corretamente traduzido como “Deus” nas versões comuns, pois já há um equivalente natural e universal no português.
Importância histórica
A história das traduções bíblicas mostra que a transliteração sempre esteve presente. A Septuaginta (LXX) transliterou diversos nomes hebraicos para o grego, enquanto a Vulgata de Jerônimo consolidou muitas formas latinas que permanecem até hoje. Versões clássicas como a King James Version (KJV) e a Almeida Corrigida Fiel (ACF) também mostram diferenças significativas no uso de transliteração, sobretudo em termos como Sheol, Hades e Geena.
Assim, a transliteração não é apenas uma ferramenta linguística, mas também um recurso teológico e pastoral. Ela preserva a identidade dos textos originais e enriquece a compreensão do leitor, ajudando a evitar confusões doutrinárias. Quando usada corretamente, ela não fragiliza a fé, mas fortalece a exegese e a teologia bíblica, aproximando-nos do universo cultural e espiritual dos autores inspirados.
Por Que Algumas Traduções Mantêm a Palavra “Inferno”
A palavra “inferno”, tal como a conhecemos, não aparece nos textos originais da Bíblia, sejam eles em hebraico, aramaico ou grego. Contudo, ela se tornou um termo padrão em muitas traduções, do inglês ("hell") ao português, para representar conceitos distintos como Sheol, Hades, Geena e, em alguns casos, Tártaro. Essa escolha não é arbitrária; reflete influências históricas, linguísticas e teológicas que se consolidaram ao longo dos séculos.
Historicamente, o uso de "inferno" remonta à Vulgata Latina, a tradução da Bíblia feita por Jerônimo no século IV. Ao traduzir o grego Hades e o hebraico Sheol, Jerônimo empregou o termo latino infernus, que significa "lugar de baixo" ou "mundo subterrâneo". Essa escolha foi reforçada pela teologia medieval e pela iconografia popular, que consolidaram a imagem do inferno como um lugar de punição eterna com fogo e tormento. A partir daí, o termo passou a ser adotado em traduções para várias línguas, como a Almeida Revista e Corrigida (ACF) em português e a King James Version (KJV) em inglês, oferecendo ao leitor um ponto de referência imediato, embora simplificado em relação às nuances originais.
Do ponto de vista hermenêutico, essa prática apresenta desafios. Traduzir múltiplos conceitos distintos com um único vocábulo pode obscurecer as diferenças teológicas entre eles. O Sheol do Antigo Testamento refere-se genericamente ao lugar dos mortos, sem necessariamente implicar punição, enquanto a Geena, mencionada por Jesus, está ligada ao vale de Hinom e ao julgamento final. A tradução desses termos por “inferno” tende a criar uma visão unificada e tradicionalizada, menos precisa do ponto de vista histórico e exegético.
Em contraste, traduções mais recentes e acadêmicas optam frequentemente pela transliteração, preservando o termo original. Por exemplo:
· Sheol (Almeida Revista e Atualizada, notas de rodapé)
· Hades (English Standard Version, ESV)
· Geena (Nova Versão Internacional, NVI)
Essa abordagem mantém a fidelidade semântica e incentiva o leitor a um estudo mais aprofundado, permitindo diferenciar os conceitos originais e compreender suas implicações teológicas de forma mais precisa. Embora a transliteração exija maior atenção e estudo do leitor, ela evita simplificações anacrônicas e contribui para que a doutrina se baseie na exegese sólida, e não apenas na tradição histórica.
Portanto, entender por que algumas traduções mantêm “inferno” e outras preferem transliterar os termos originais é crucial para uma leitura teológica responsável, que valorize tanto a clareza pastoral quanto a fidelidade ao texto inspirado.
Análise Detalhada de Sheol, Hades e Geena
A compreensão da escatologia bíblica — a doutrina das últimas coisas — exige um exame cuidadoso de termos muitas vezes agrupados sob a palavra “inferno”. As Escrituras originais, no entanto, distinguem claramente conceitos que são geográfica e teologicamente distintos. A transliteração desses termos permite ao leitor apreciar a complexidade e profundidade da revelação bíblica sobre a morte, o juízo e o destino final.
Sheol
O termo hebraico Sheol (שְׁאוֹל) aparece mais de 60 vezes no Antigo Testamento. Literalmente, significa “mundo dos mortos” ou “sepultura” e refere-se ao destino universal de todos os que morrem, justos e injustos (Gênesis 37:35; Salmos 88:3). A conotação do Sheol é a separação de Deus e do mundo dos vivos, sendo frequentemente descrito como um lugar de silêncio e trevas. A tradução de Sheol como “inferno”, presente em versões como a Almeida Corrigida Fiel (ACF), pode gerar uma compreensão anacrônica, confundindo-o com o conceito neotestamentário de punição. Em contrapartida, traduções modernas, como a Nova Versão Internacional (NVI) e a English Standard Version (ESV), mantêm a transliteração Sheol, preservando sua identidade e convidando o leitor a estudar seu contexto original.
Hades
No Novo Testamento, o grego Hades (ᾅδης) corresponde ao Sheol hebraico. Representa o lugar ou estado dos mortos, sem a conotação primária de punição eterna. Passagens como a parábola do rico e Lázaro (Lucas 16:23) mostram Hades com duas divisões: uma para os justos (o seio de Abraão) e outra para os injustos. Após a ressurreição de Cristo, Hades perde seu poder e é retratado como algo a ser superado (Apocalipse 1:18). A tradução de Hades como “inferno” simplifica sua complexa teologia, unindo conceitos que são distintos em natureza e propósito. O teólogo reformado Herman Bavinck observa que Hades é um estado intermediário, não o destino final, e a distinção entre Hades e Geena é essencial para uma sã doutrina da morte e da ressurreição.
Geena
A palavra Geena (γέεννα) mais se aproxima do conceito moderno de punição eterna. Transliteração do hebraico “Ge-Hinnom”, o Vale de Hinom, Geena era historicamente associada a sacrifícios a Moloque e, nos tempos de Jesus, funcionava como um lixão onde o fogo era contínuo. Jesus utiliza o termo como metáfora do juízo final, referindo-se a um lugar “onde o fogo não se apaga” (Marcos 9:43). Diferente do Sheol e do Hades, a Geena é explicitamente um lugar de punição para os ímpios. Traduções modernas, como a NVI e a ESV, mantêm a transliteração Geena, permitindo ao leitor distinguir entre o estado dos mortos (Hades/Sheol) e o juízo final (Geena).
Considerações Teológicas
A análise desses termos evidencia que não há um único inferno bíblico. Traduzir todos como “inferno” simplifica a escatologia, enquanto a transliteração preserva a precisão teológica. Compreender essas distinções fortalece a leitura devocional, protege contra interpretações simplistas e enriquece a doutrina da morte, ressurreição e juízo final. O objetivo do estudo não é gerar dúvidas, mas aprofundar a apreciação da riqueza e clareza da Palavra de Deus, respeitando sua profundidade histórica, cultural e teológica.
Conclusão Integrada
O estudo da palavra “inferno” nas Escrituras evidencia a importância de distinguir entre tradução e transliteração, bem como de compreender os termos originais Sheol, Hades e Geena. Enquanto a tradução busca transmitir o sentido de forma imediata ao leitor, muitas vezes simplificando nuances, a transliteração preserva a singularidade, a riqueza semântica e o contexto cultural dos textos originais. Essa distinção é crucial, pois evita a fusão de conceitos que a Bíblia mantém claramente separados, como o estado intermediário dos mortos (Sheol/Hades) e o juízo final (Geena).
Ao aprofundar-se nos termos originais, o leitor percebe que a Bíblia oferece uma visão detalhada e coerente da morte, do juízo e do destino final, diferenciando entre estados temporários e a punição eterna. Traduzir todos os conceitos como “inferno” pode induzir a interpretações simplistas ou anacrônicas, enquanto a transliteração encoraja um estudo exegético mais cuidadoso e uma apreciação mais precisa da escatologia. Teólogos reformados, como Calvino, Bavinck e Sproul, enfatizam que esse conhecimento não enfraquece a fé, mas fortalece a compreensão da Palavra de Deus, permitindo que a teologia e a devoção sejam construídas sobre uma base sólida, historicamente informada e teologicamente precisa.
Do ponto de vista pastoral e devocional, compreender a diferença entre tradução e transliteração, e o significado de termos como Sheol, Hades e Geena, é essencial. Essa distinção enriquece a pregação, o ensino bíblico e a leitura pessoal, evitando confusões doutrinárias e promovendo uma fé mais consciente e fundamentada. O estudo cuidadoso das Escrituras originais não é apenas acadêmico; é uma prática formativa que edifica a igreja, fortalece a vida cristã e permite ao crente apreciar a profundidade da sabedoria de Deus.
Comentário Apologético:
É comum que algumas críticas surjam de leitores que não concordam com a doutrina tradicional do inferno, acusando os tradutores de cometer inferências ao utilizar a palavra “inferno” em versões históricas da Bíblia. Essa acusação, porém, é equivocada. A palavra “inferno” não é uma inferência, mas sim uma decisão de tradução feita para tornar o texto compreensível à época, influenciada pela tradição cultural e teológica.
Por definição, inferência é a conclusão derivada de evidências ou premissas sem estar explicitamente declarada no texto. Traduzir termos como Hades ou Geena como “inferno” não cria nova doutrina; trata-se de uma escolha lexical humana, com a intenção de comunicar juízo, morte e separação de Deus. Reconhecer isso é essencial para compreender a fidelidade dos tradutores e a importância de estudar os termos originais.
Em última análise, retornar aos termos originais e compreender suas nuances fortalece a fé, enriquece a teologia e protege a igreja de interpretações simplistas ou equivocadas. Esse esforço não é apenas acadêmico; é um ato de devoção que nos permite amar a Deus com toda a mente, ensinar a Sua Palavra com fidelidade e viver a fé com convicção sólida, baseada em uma revelação clara, precisa e inerrante.
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